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17
mar
11

Inquietude de lembranças

Acordou num pulo, assustada. Talvez fosse um sinal. Sim, exatamente disso que eu estou falando, um sinal. Não era toda hora que sonhava com ele, pra ser mais exata fazia mais de dois anos que não o via, e nesse tempo, quase raramente lembrava que ele existia. Acordar às três da manhã, depois de um sonho desse, era muito mais do que perturbador. Ela resolveu olhar da janela, sabia que não era ninguém especial, ao menos não era o “ninguém” que ela esperava ser. Confirmou o que pensava, mas ainda assim era um sinal.

Os dias que se seguiram foram de total inquietude. Ela não voltou a sonhar aquilo. Não teve mais sinal real nenhum, apenas zilhões de sinais que ela fazia questão de encontrar a todo tempo, em todo canto.

Dizem quem você colhe o que você planta. Mas e se você plantou com uma pessoa uma grande história, é justo que passe o resto da vida colhendo sozinha? E se essa safra foi tão carregada que rendeu frutos por tempo suficiente para que você cansasse de colher? Se você planta amor, a ideia não seria colher amor? Nem sempre, ou talvez, seja isso mesmo por um tempo. Basta saber que na safra seguinte, é raríssimo que se colha do mesmo fruto. Principalmente quando se trata de amor.

Ela chegou a viver um amor desses tão grandes, mas tão grandes, que você chega a pensar que nunca mais vai se sentir assim por outra pessoa na vida. Mas, por mais que exista amor, nem sempre essas pessoas estão predestinadas a ficarem juntas. E não é só isso, cada amor tem seu tempo certo de acontecer.

E isso é fácil de perceber. Sempre tem aquela pessoa que passou a vida toda fazendo os mesmos programas que você, freqüentando os mesmos bares, que tem mil amigos em comum, estudou no mesmo colégio ou curso de inglês, morava na mesma rua, ia na mesma lanchonete, e vocês nunca se esbarraram por anos, até um determinado dia. Certa vez eu estava questionando a minha mãe sobre isso, e tudo o que ela me disse foi: “Tudo tem uma hora certa para acontecer. Se vocês não se conheceram antes, é porque não estavam preparados para o que estava por vir. Deus escreve certo por linhas certas, torto é aquele que não sabe interpretar”.

Não era o tempo certo para eles. Inoportuno momento. Injustiça do destino. Inópia paciência. Inócuo ódio. Inoperantes tentativas. Insanas brigas. Injuriado rapaz de inquebrantável,insensível, insidioso, inorgânico, inquino e inóspito coração. Inquestionável amor. Inolvidável história. Inopinadamente tudo isso veio à tona, todos os velhos “Is” e sentimentos.

Inquietude de lembranças. Insistente mente. Inquisitiva insaciável havia se tornado ela, por esses dias, atrás de notícias dele. Permanecia numa insânia insaciável. Insatisfeita e insciente do seu atual estado, num insopitável e insólito surto, resolveu que tinha de encontrar o telefone dele.

E encontrou do outro lado da linha, um alguém diferente. Curiosa pela mudança, conversou sobre a vida dele, quis contar da dela mas parou na contramão. Descobriu que estava noivo, a quinze dias de se casar. Ela ficou muda no telefone, em meio aos vários “alôs” dele, do outro lado da linha. E quando deu por si, fez de conta que tinha se distraído com a TV. Mas que merda! O que porra foi isso? “me distraí com a TV”… Me poupe! Que pessoa se distraí com a Tv quando o suposto amor da sua vida diz que está para se casar? Ela é que não era.

Ele fingiu que engoliu a desculpa. Marcaram de se encontrar. Conversaram. Ela sentiu saudade, ele também. Mas, não era aquele tipo de saudade que se sente de ex. Aquela do tipo que é impossível não lembrar dos bons momentos saudosamente, mas em seguida você lembra o motivo dele ser ex e não atual, daí esquece disso. Porque o amor não tinha acabado, só o relacionamento.

O sentimento perdurou por todo esse tempo instalado no coração de modo inoperante, até o dia em que se viram novamente. Eles fingiram que esse encontro não os tinha abalado e se prometeram outros encontros, cada um com seus respectivos parceiros. Mas, ambos com uma nota mental que dizia: “isso não vai se repetir em muito tempo”.

Ele não conseguiu seguir sua nota mental. Três dias depois ligou pra ela, contando das inseguranças, do casamento, lembrando o passado. Eles riram bastante com as lembranças, então ela perguntou se ele não queria sair, conversar mais e beber alguma coisa. O que em resumo seria fazer o citado anteriormente, mas no fim da noite, eles sabiam onde acabariam. Mesmo sabendo, ele topou.

Ele não era de ligar no dia seguinte, ela não ligou como sempre fazia. Para a surpresa dela, ele ligou. Ela percebeu algo estranho e perguntou o que era. O pior é que sabia qual era a raíz disso, seja lá o que isso for. Ele sintetizou tudo em uma palavra: “acabou”. Ela não entendeu se tinha acabado pra ela ou pra noiva dele. E o pior é que ela só conseguiu dizer: “quer conversar?”. Ele não queria conversar, pela primeira vez na vida, tinha certeza de uma coisa. “Tudo bem, então a gente pode sair pra ‘não conversar’?”. E foram.

E por não saber se tinha acabado pra ela ou pra outra, chegou sem cumprimentar. Deu um toque na mão dele, para que soubesse que ela estava ali para “não conversar” e sentou-se ao seu lado, esperando alguma reação. Pelo olhar dele, ela sabia que não tinha acabado, não pra ela. Não era sua pretensão destruir um relacionamento tão sério, ela queria especialmente, matar a saudade.

Estava chateada pelo fim do relacionamento dele, mas por outro lado, estava muito feliz. Um fim é sempre um começo. É necessário que um ciclo se feche para que o outro comece. Outro dia me disseram: “Se você ama alguém, deixe-o livre”. E eu concordo plenamente. Se for para ser, ele voltará, após um breve passeio ou longos anos. O importante é que voltará. Nesse caso, ele voltou apesar de estar livre para escolher quem quisesse.

Talvez agora seja a hora dos dois. Talvez não. Talvez seja só mais uma hora para os dois, e não “A” hora. Sabem do que eu to falando, né? O fato é que ela ouviu o sinal e tomou uma atitude. É fácil pros fracos dizer que o destino vai tomar conta de tudo, vai fazer dar certo. Mas a verdade é que o destino sozinho, não faz nada por ninguém. Existe uma enorme diferença entre as pessoas que percebem os sinais, e as pessoas que percebem os sinais e tomam atitudes a partir desses sinais. Se ela não tivesse feito nada, talvez não tivessem ficado juntos por hoje, ou pra sempre, quem sabe?

O que posso dizer com exatidão é que sempre existirão sinais. Mas você precisa entender que o sinal quer te dizer, e que nem sempre ele é verde. Muitas pessoas se irritam ou ignoram quando o sinal mostra algo que não querem ver. Por vezes, o sinal acaba aparecendo amarelo, que é quando nós precisamos prestar atenção nos nossos passos futuros, pois o destino ainda não resolveu bem o que vai ser. Por outras, aparece vermelho, que é quando a gente deve parar e rever nossa caminhada pra perceber que aquilo não faz mais parte da nossa vida ou que precisamos trazer aquilo de volta à nossa vida. Todos querem sinais verdes por todos os momentos, para todas as coisas que querem, e não percebem a importância dos outros sinais.

Pense comigo em todas as vezes que você abriu mão de algo que queria muito, você não esperou uma força do além, Deus, anjos, santos, orixás, ou até o universo, te recompensarem? Nem sempre é o destino que nos dá um presente, às vezes nós mesmos precisamos nos presentear. Trilhar o caminho que queremos seguir, plantar o que queremos colher. Nem sempre essa força do além vai te recompensar do jeito que você quer, na hora que você escolher, por essa escolha altruísta. E é assim a vida.

Mas, antes de se lamentar e sair resmungando sobre “como a vida é injusta”, pense em quantas vezes o universo conspirou para que desse tudo certo para você, sem que você precisasse fazer tanto esforço. Lembre-se de quantas pessoas te presentearam com gestos e ações sem pedir nada em troca. Depois disso você não vai achar ruim os cinco reais que deu ao mendigo e depois precisou no estacionamento.

16
mar
11

Muito Melhor Que A Tua Ex

menageDepois de passar quase uma hora, para descobrir seu nome, você me vem com um ‘preciso pegar uma bebida’, e me deixa sozinho no meio da boate. Rodo todo o estabelicimento a procura de qualquer vestigio do seu cabelo dourado; nada.

Eu queria desencanar, mas por algum motivo fiquei hipnotizado pela sua presença; já passava das três da manhã quando te encontrei tropeçando para um sofá, meio embriagada. Decidi lhe mostrar para um amigo meu, quem era a tal garota que estava me enlouquecendo; e ele comentou que lhe conhecia. Consequentemente, conhecia seu ex. Seu problemático ex.

Disse-me que ele era ciumento, fazia tempestade em um copo d’água; que mais parecia uma namorada; disse-me ainda que você era uma mulher sensacional, que eu não tinha chance alguma. O que mais eu poderia querer ouvir?

Desafio aceito. E daí que você tinha um eterno ex-namorado? E daí que você terminava e voltava a cada três onzenas? Não me interessava mais, você era meu alvo, e não ia parar por nada.

(…)

Talvez mais por estar bebada, do que por ter percebido meu potencial, você me deixou te roubar dali. Me deixou te roubar pra mim. Não foi nada cofidencial, você continuou me hipnotizando, até eu te deixar em casa e você em vez de dizer um simples ‘tchau’, me veio com um ‘adeus’.

(…)

E agora estamos nesse jogo estranho de reencontro constragedor. Toda vez que estamos juntos e você o vê, rola aquele clima estranho. Isso me irrita muito, vocês estão naquele tipico estado de ‘nem fode, nem saí de cima’; e eu estou preso nessa confusão todinha. Sabe porque eu simplesmente não vou embora? Porque eu sei o que quero tentar, e mais ainda, sou Muito Melhor Que ‘A Tua’ Ex.

17
fev
11

Liberdade de Solteiro e Privilégios de Casado

pencruzDizem muito por aí que essa história de ‘ficar’ deixou tudo mais simples, balela! Tudo ficou foi mais complicado! Hoje você leva vida de namoro, sem nem ter pedido, e diz pra os outros que está ‘ficando’; nos mesmos trilhos, quando chega a um relacionamento de anos, ou de intimidade surreal, está casado, sem ao menos estar noivo em alguns casos… E a escolha de voltar atrás, onde fica?

Tudo começa com as projeções, antigamente você precisava mergulhar no relacionamento, para descobrir se suas projeções estavam certas, ou erradas, hoje não; Vai tudo na liberdade, na confusão, a busca pela simplicidade só deixou tudo misturado demais. Além disso, outrora você sabia exatamente em que relacionamento estava, hoje, dificilmente sabe.

Ai vai ter gente que vai dizer ‘Ficar é muito melhor, você tem a oportunidade de conhecer várias pessoas diferentes e escolher entre elas’, é e ao mesmo tempo tem a chance de magoar tantas, ou de se magoar. Quem nunca ficou com um certo alguém, que foi tão bom que criou uma expectativa, e que no final, não deu em nada?

Outro problema sério dessa história, é em relação ao sexo. Tem mulher que só faz, se namorar, mas tecnicamente, quando eles estão ficando, eles já não estão namorando? Ai lá vai o homem ter que começar a namorar (sem querer, de fato, namorar) pra poder ter o tão sonhado vuco-vuco. É como um amigo meu disse, o homem quer a liberdade do solteiro, e os privilégios do casado ao mesmo tempo. Só que pro homem entrar na vida de casado, ele precisa estar apaixonado… E bem como já sabemos, pra o homem estar apaixonado o bastante, para se monogamizar, tem que ter muito amor aí, né não?

A minha opinião é simples, ficar por ficar, é coisa de menino e menina sabe? Beijo de boca. Simplesmente isso, acredito que quando a menina se torna mulher, ficar se torna tão fútil, que ela começa a ter nojinho dos garotos da sua idade, e consequentemente passa a se interessar por homens mais velhos; o mesmo vale para os garotos, quando eles finalmente enjoam de ficar (se é que enjoam, porque homens são debéis até o fim) querem namorar, pra poder aquietar a vida, ou algo assim sabe? Ou seja, também enjoam de ficar.

Pra mim esse negoço de ficar, só acaba criando uma coisa que toda mulher reclama muito, ‘seu homem’ querendo ter ainda a liberdade de solteiro, ganhando a vida de casado; como isso não pode acontecer, acaba que o homem que obdece a mulher é o dominado, e vive respondendo ‘Vou Não, Quero Não, Posso Não, Minha Mulher Num Deixa Não, Num Vou Não, Quero Não’; ou simplesmente, algo mais simples, que quando descoberto, incomoda bem mais as mulheres, o bom e velho chifre, mas esse é assunto pra outro dia!

Carnaval ta chegando ai gente; pros(as) solteiros(as) cuidado com quem ficam… pros(as) comprometidos(as) cuidado com quem ficam, e onde ficam (se for alguém além do seu compromisso). HSIUHSUUIHSUIHS, no mais aproveitem, bebam com moderação, pra não se arrependerem, e usem camisinha. A festa é da carne, mas a ressaca é da cabeça e do coração!

09
fev
11

Da maior epidemia brasileira: a ignorância!

 

Homofobia: palavra que em muitos dicionários nem possui uma vaga, mas que de fato, ainda e infelizmente, é uma “epidemia” nacional. O termo é utilizado para identificar a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, conseqüentemente, contra a homossexualidade. Isso pode vir de modo sutil ou estrondoso, mas o abalo que causa na vida das pessoas que sofrem com esse preconceito é sempre incomensurável. Sofrimento este, que vem muitas vezes mascarado por plumas, glitter e paetês.

Num país conhecido internacionalmente como “exportador” de travestis, que ostenta a fama internacional de ser uma das partes do mundo onde os gays e lésbicas são mais visíveis e socialmente aceitos, existe uma triste realidade escondida: é o campeão mundial em assassinatos de homossexuais. Uma pesquisa de opinião pública informa que das minorias sociais, os homossexuais são as principais vítimas do preconceito, e são mais rejeitados que os negros, judeus e mulheres.

E o que eu que nem homossexual sou, quero com isso? O fim do preconceito, seja ele qual for. A realidade é que se fala muito do preconceito racial e se esquece que existem outras maneiras de discriminar alguém. Por isso, não vou bater na tecla do preconceito racial. A carcaça da aparência, em nada me revela, pois a origem dos brasileiros é completamente misturada. E se cada um tem um pouco de negro, branco e índio, de culturas diferentes, de ideais diferentes, de religiões diferentes por aqui, porque não aceitar e enxergar a beleza no diferente? Nós deveríamos dar o exemplo, devido a nossa diversidade.

A sua opção sexual não o torna melhor ou pior que o outro. Falta a população entender que o número de homossexuais tende a crescer, e todos terão de conviver com isso. Essa é uma verdade inegável: É cada vez maior o número de homossexuais na nossa sociedade, convivendo conosco. Basta escolher: conviver bem ou não. Se você não consegue aceitar o próximo como uma pessoa igual a você por ele ser homossexual, deve pensar que seu filho pode ter essa orientação sexual. Você discriminaria seu filho?

Enquanto nós não nos livrarmos das amarras do preconceito, pessoas continuarão a sofrer pela falta de aceitação da sociedade, que nesse caso, pode interferir na sua própria aceitação. Ninguém é igual a ninguém, quem vê a sociedade como um todo igual se engana. As pessoas são diferentes, querem coisas diferentes, vêem o mundo de modo diferente, e nem por isso uma sociedade se desmancha… Porque apesar de todas as diferenças, todos nós tempos pontos congruentes. Nós somos exatamente iguais perante Deus.

Direitos dos homossexuais? Não, não, estou falando de direitos HUMANOS! O mínimo que se pode querer é que se aceite cada um como é. E respeito é uma coisa que já devia vir no pacote da educação de cada um. Se você não pode amar ao próximo, ao menos o respeite. A ignorância embaralha o juízo. Pré-conceituar é antes de tudo, burrice. Quanto mais informações se tiver, e mais leis contra a discriminação baseada na orientação sexual, menos ignorantes existirão no nosso país e no mundo. Porque no Brasil as lições só são aprendidas e o respeito só é imposto quando existe punição. A homofobia é apenas um resultado da maior epidemia brasileira: a ignorância!

Enquanto as pessoas se preocupam em serem vistas com gays, por medo de acreditarem que eles também pegariam a fama de gays, eu me jogo na balada gay. Eu escolhi conviver bem com essa realidade. Os homossexuais não deixarão de existir por discriminação! Que nós consigamos deixar que eles transformem o nosso país e o nosso mundo até, num lugar mais feliz e colorido, onde todos podem ser transparentes e mostrar de peito aberto o que são e do que gostam.

“ É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade, não há…”

08
fev
11

Mais macho que muito homem.

99% dos meus amigos homens, reclamam dos dramas femininos, de saudade demais, de ligação demais, de pegar muito no pé, de ciúme besta… Enfim, “frangagens” consideradas nossas, meninas. 100% dos que reclamam, amam isso! Só não conseguem admitir. 99,999% não tem paciência pra fazer romancinho, criatividade pra escolher presente de dia dos namorados ou coragem de escrever cartões. Nem 3% deles agüentaria se relacionar comigo.

Sim, esses dados são todos baseados na minha incrível (ou não) experiência de vida. E sim, confirmo essa última frase do parágrafo anterior. Meus amigos por muitos anos disseram e pensaram que seria muito fácil se relacionar com uma mulher que não fica atrás, que não faz birra, que não fica horas pendurada no telefone, que não ta muito preocupada com nada, que prefere sair sem bolsa, que não fica de “mimimi”, que pensa muito mais com a cabeça do que com o coração. De fato, eles estavam enganados.

A maioria esmagadora dos homens que eu conheço, pregam que não querem ninguém pegando no pé, que gostam demais da liberdade. Eu também não abro mão da minha liberdade, não quero deixar de sair pra tomar uma com os meus amigos, não lembro aniversário de namoro… O que me coloca numa péssima posição, porque o que pode parecer um ponto positivo pra mim, é, na verdade, o ponto mais negativo de todos. Até porque, se eu não cobro, não quero ser cobrada! E nenhum homem (ou quase nenhum) quer uma mulher que pensa como homem! Que faz “calcinhão” nas amigas, que toma todas e fala merda sem parar, que fala muito palavrão, que não se importa em matar barata, que não tem paciência de provar muitas roupas em shopping, que sai sem se importar tanto com o que ta vestindo.

Nenhum dos meus ex-namorados conseguiu lidar bem com isso. No começo é ótimo pra eles, mas chega um momento em que eles querem uma ligação perguntando onde estão, uma DR, uma crisezinha de ciúme, isso até pra confirmar o que nós sentimos por eles. Porque, a grande maioria dos homens é carente. Acaba por precisar de provas e confirmações constantes do nosso amor. A maioria de nós, mulheres, é insegura e isso acaba fazendo com que elas provem o quanto amam, mesmo que sem querer.

Tenho um amigo que vive me dizendo que não consegue “se livrar” da ex. Ela é a típica mulher insegura, que pega no pé e vive correndo atrás. Ele gosta de fortalecer o ego dele sabendo que ela ainda não deixou de gostar dele. E ficam eternamente nesse jogo, ela tentando fazer ele voltar, jogando com toda e qualquer possibilidade. E ele, de alguma maneira, mantendo ela perto “para o caso de não aparecer ninguém mais interessante”. Ele diz que gosta dela, mas que ela sufoca, é ciumenta, preconceituosa, mente fechada, não gosta de sair, de beber… Enfim, muito diferente dele.

A melhor coisa que eu pude dizer foi: deixe ela livre. Não adianta você “reservar” ela, pro caso de nada melhor aparecer. Se um dia vocês tiverem que voltar, vocês vão voltar. De nada serve prender ela desse jeito, sem se resolver, em cima do muro, “nem fode, nem sai de cima”. É puro egoísmo, nem quer ser feliz com ela, nem deixa ela ser feliz com outro. Deixando ela livre e sendo livre, vocês podem se encontrar bem resolvidos, o que faria vocês dois se quererem muito mais.

Adianta falar? Não. Talvez as coisas sejam mais complicadas do que a minha cabeça masculina consegue alcançar. Talvez eles que compliquem demais. Mas, com toda certeza, isso vem do que eu disse antes: homem precisa de uma mulher que fortaleça seu ego. Coisa que “mulher-racional” nenhuma faz tão bem quanto uma “Amélia-insegura”.

Se a definição do meu signo (ou coisa do tipo) diz que eu sou racional, acertou em cheio! Sou racional e, feliz ou infelizmente, oposta à maioria dos seres humanos do meu sexo. E é isso que me faz tão contraditória. Se eu sou tão racional porque escrevo e falo tanto sobre sentimentos? Porque eu penso sobre as emoções, talvez… Pode ser que eu seja muito melhor em falar sobre sentimentos, do que senti-los realmente. Ou porque eu gosto mesmo de racionalizar tanto as coisas, que até com os sentimentos quero fazer o mesmo. Vai saber, né?

Em diversos aspectos sou mais macho que muito homem. Apesar dos pesares, – lá vem mais contradição – sou a favor das diferenças entre homem e mulher serem bem demarcadas. O que foi? Matar barata, ser racional, esquecer datas, não me faz uma mulher-macho, ué. Namorar um moleque pode ser complicado (ainda mais um moleque contraditório), mas também deve ter seu lado bom. De qualquer forma, parabéns pro meu namorado que vem sabendo lidar tão bem com a minha molequice e racionalidade!

29
jan
11

Fotos da ganhadora do sorteio.

Junto com um pedido de desculpas pela minha falta com vocês aqui, posto as fotos da Monick que ganhou o livro do Luis Fernando Verissimo no nosso sorteio.


Aqui vai um trechinho do que ela me mandou por email junto com as fotos:

“Bem, a história é muito instigante e devorei o livro em dois dias, rsrsrs. Quero agradecer o cartãozinho super fofo que você mandou, achei muito bacana e com certeza sempre participarei de outras promoções do “Muito Melhor Que a Tua Ex” pois eu sempre achava que essas promos eram balela, mas vi que pelo menos no Muito Melhor.. o negócio é sério mesmo. rs”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logo logo volto de viagem e as coisas se normalizam por aqui.
Beijinhos.

08
jan
11

Tempo, o senhor da vida?

Me perdoem pelo que vem pela frente, pode soar pessimista essa próxima frase mas, se você quiser perder uns minutinhos do seu tempo e prestar atenção no resto, vai entender o que eu quero dizer. O tempo não me ensinou porra nenhuma, o tempo nunca curou nenhuma ferida ou me ajudou a ver meus erros. O tempo não me ajudou a juntar os caquinhos do meu coração quando alguém partiu, quando alguém conseguiu pisar no meu calo e me magoar pra valer. O tempo não me ajudou a arrumar um emprego. O tempo não me ajudou a crescer na vida. O tempo não me ajudou a escolher minha profissão. O tempo não me fez amar ninguém. O tempo não supera a morte de alguém que a gente ama. O tempo não me tornou madura.

O que me ensinou tudo que eu sei até hoje, foram as merdas que eu fiz, as porradas que eu levei por conta dessas merdas, os conselhos que eu absorvi e as piores sensações que a gente pode sentir na vida. Todo esse reforço negativo em diversas situações, me disse: Alice, não vá por aí. E eu não fui mais. Mentira, eu ainda repeti algumas vezes alguns erros, para que realmente aprendesse. O que curou minhas feridas foi ocupar minha mente, viver, viver e viver, conhecer gente nova, ter novas experiências positivas pra lembrar. É óbvio que o tempo não apaga ninguém da sua vida, das suas lembranças. O tempo não transcende os sentimentos, eu vou sempre sentir saudade de algumas pessoas e sempre vou querer vê-las; abraçá-las; dizer que amo, mesmo que não possa.

O que me faz ver meus erros são as minhas reflexões, minha consciência, os estragos causados, os meus amigos, meus pais, minha irmã e todos que são importantes na minha vida. Dizer que o tempo cura tudo, ensina tudo, é muito fácil. É uma coisa que as pessoas gostam de soltar por aí, sem nem ao menos pensar no real significado disso. Quer dizer que se eu levar um pé na bunda e passar o resto da minha vida no sofá, minha dor vai estar curada? Logo vai me aparecer um novo amor? Tudo vai melhorar? Não! O que resolve mesmo é motivação, coragem pra tirar a bunda do sofá e viver. A cada patada a gente fica mais forte. O importante não é o que o tempo faz por você, mas sim o que você faz consigo mesmo no decorrer do tempo.

Tem coisa que nem o tempo, nem sua maturidade, nem seus erros… Mudará. Por exemplo, sempre vai existir gente falsa, e você sempre vai ter que lidar com isso, seja fazendo a política da boa vizinhança ou enfrentando. Por mais que você queira muito, nem sempre você pode ter o que quer. Você vai ser, pra sempre, muito diferente do seu melhor amigo, mas, ainda assim vocês vão continuar se amando no matter what. Não é conformismo ou comodismo, é porque é assim que a vida é. E isso é tão bonito, aceitar certas verdades inegáveis. É, você tem razão, tem umas que descem completamente amargas, mas outras descem doces. E uma não é mais bonita que a outra, porque com ambas que aprendemos a viver a vida.

O senhor da sua vida é você mesmo! Saiba disso e a conduza. Coloque o tempo em seu devido papel: coadjuvante. Tudo na vida pode ter mesmo seu tempo certo pra acontecer, mas você vai esperar pra ver? Faça acontecer, acreditar que forças superiores vão conduzir a sua vida é muito fácil, difícil é viver. Ninguém controla o tempo, ele realmente é um danado! Tem dias que chega qualquer hora, menos a hora de largar no trabalho. Ontem era janeiro e agora já acabou o ano…

É tudo relativo, e até o tempo é reverente às nossas vivências, porque são elas que determinam a noção de tempo que temos. Tudo que é bom dura pouco, muito pouco! E por isso mesmo que é inesquecível, porque a saudade é um troço que dura pra sempre! Estanca momentaneamente quando se possui a presença. Seja a presença de alguém, de algum sentimento ou coisa. Preste atenção no que está fazendo da vida, o ontem já passou, mas o amanhã ainda não chegou. O tempo passa, meu amigo. O tempo voa!

“O tempo passa e um dia a gente aprende. Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente. Eu vi o tempo passar, vi pouca coisa mudar, então tomei um caminho diferente. Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra. Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer, mas eu tenho santo forte, é incrível a minha sorte. Agradeço todo tempo por ter encontrado você”.