Arquivo para agosto \31\UTC 2010

31
ago
10

Concurso Blogbooks

Pessoal que curte o Muito Melhor que a tua ex, pela primeira vez estamos participando do concurso Blogbooks. Gostaria de pedir a ajuda de vocês!

A editora Singular Digital e o Universo do Autor apresentam o 2º Prêmio Blogbooks. O concurso transforma os melhores blogs do Brasil em livro.

Na primeira fase do concurso, todos os inscritos participam e o público vota clicando em selos no próprio blog (é aí que vocês entram! votando muito e muito no blog! :D). Na segunda fase, os 10 blogs mais votados pelo público em cada categoria serão avaliados por uma comissão, formada pelos vencedores de 2009 e editores das empresas Ediouro. Um blog de cada categoria será escolhido para virar livro.

Para votar é simples, você pode clicar no selo aí na barra da direita, ou entrar nesse link:
http://www.blogbooks.com.br/blogs/votando/YmxvZ2Jvb2tzXzE1NDY=

Votem e beijinhos.

30
ago
10

O nosso erro (Jogo do Amor).

O texto de hoje não é meu, foi um desabafo de alguém com pseudônimo “Tomas”. Que precisava falar disso pra alguém, ou para alguéns. Espero que gostem!

De todas as formas de sentimento, em disparado a mais complicada delas é o amor. O amor não é um jogo, pois se fosse, seria um jogo onde todos os jogadores perderiam no final. A conquista ou “o jogo de sedução”, ainda não é amor, essa sim traz ideias vazias de vitória que não se aplicam ao amor. Se tratando de paixão eu entendo que o desejo de se sentir projetado pelo outro é muito egoísta para ser chamado de amor. Paixão é muitas vezes confundida com o amor, principalmente na adolescência, quando este sentimento novo e intenso invade vorazmente as mentes dos jovens. Porém intensidade não é amor, qualquer sentimento pode ser intenso até a repulsa.

Para os matemáticos de plantão eu diria que o amor é um sentimento vetorial. Você pode representar o amor com um gesto e você pode também representar um vetor como um seguimento de reta orientado. Porém, sabe-se que o amor é muito mais que um gesto, assim como um vetor é muito mais do que um seguimento. Ambos necessitam de um certo nível abstração para serem compreendidos pois, preenchem todo espaço que nos cerca e interagem com ele de uma maneira muito específica. Matemáticos também amam.

Como qualquer sentimento, o amor pode sim ser intenso, mas a intensidade do amor se alimenta do dia a dia. Não pode ser alimentado por uma descarga de desejo numa noite de balada. Por uma semana viajando com uma pessoa interessante ou por meses se acomodando em um relacionamento que não está bom e não fazer nada a respeito. Com o amor faz-se respeito mútuo, criam-se planos, expectativas e mais importante ainda se constrói uma admiração intensa pelo outro além de um desejo constante de estar ao lado fazendo sempre o melhor. Se por descuido ou acaso este amor acaba, não há vencedores. Todos perdem. Se alguém se demonstra querendo “terminar por cima”, então essa pessoa não amou. Se no jogo da conquista acabar um relacionamento é uma vitória, no amor é uma responsabilidade.

Pode-se dizer que a derrota menor é de quem não teve que decidir, ou tentou evitar pois pelo menos parte sem culpa. Se fossemos aplicar a ideia de jogo ao amor, ele seria como no frescobol. É possível aumentar a intensidade, acelerar, colaborar ou até ficar no limite suportado, porém não faz sentido nenhum forçar o erro do outro. Com isso entende-se que vencer no amor é continuar, não deixar a bola cair desejando a rotina previsível do parceiro, os pequenos gestos de mimos, os sorrisos que preenchem o dia e fazem a bola saltar de um lado para o outro. Não existe a “paradinha” do pênalti no frescobol, portanto nunca enganar, nunca dissuadir, e principalmente, nunca disputar. Pois jogar com amor só existe na mente de quem só consegue amar a si próprio.

Entender este amor que ela diz que “existiu e que ainda existe” é um desafio, principalmente como ela vem se demonstrando recentemente. O comportamento arrogante não só é alimentado pelo fato de ela ter terminado, mas por tomar atitudes numa tentativa de “terminar por cima”. Isso me coloca em dúvida se ela realmente sentiu o que diz, se realmente amou. Gestos como: fazer questão de mostrar que tem interesse por outras pessoas em específico, fazer questão de dizer que esta sendo procurada por outros, constantemente te lembrar de que você não vai ser único na vida dela completando que quando ela descobrir a diferença entre fazer amor comigo e com outra pessoa ela me conta, tudo isso dito com a desculpa de não estar lhe dissuadindo nem sendo pouco verdadeira.

“Eu não quero ser a filha da puta das suas lembranças” ela diz. Tem certeza? Palavras confundem, mas gestos confirmam meus argumentos e me dão certezas infelizes. Jogar com os meus sentimentos procurando minha companhia quando se sente só e a desprezando com atitudes esnobes quando está bem alimentam a mágoa. Engraçado que nos discursos a pessoa assim se torna a boazinha. Ela quer sua amizade, alega que vive sob a sombra do medo de magoar, é muito cautelosa, honrada e verdadeira. Mas essas verdades parecem mais ser alfinetadas.

E mesmo que não fossem, depois de tanto estrago será que adianta de algo? Na nossa tão falada analogia, é como querer convencer de que esta sempre se fazendo de tudo pra a bola não cair, porém deixando-a cair. E quando ela finalmente cai de vez, que estamos cansados como guerreiros após uma “batalha”, ela alega que tudo que mais queria era manter a bola longe do chão. Muitas vezes sinto a mágoa do fim do relacionamento, e me pergunto por que permiti que as coisas fossem desta forma. Então entendo que foi por que amei, tendo a certeza que só a persistência, carinho e respeito podem dar. Como ser forte no fim de um relacionamento? eis a questão. Negando as emoções? Todo o sentimento de frustração que agora existe com o fim? Não. Ser forte é ter a sabedoria pra deixar algo passar e ter a esperança de que as mágoas um dia vão sumir. Na verdade nua e crua superar é indiferença.

A parte do meu coração que foi estragada, já se sente assim, porém a outra parte que amou, demora um pouco pra se libertar da mágoa. Meu erro foi crer que amar era suficiente, o dela foi achar que poderia jogar com o amor. O amor não é um jogo.


23
ago
10

Farinha do Mesmo Saco

fantocheSei bem que esse blog provavelmente não aborda temas assim, porém, dessa vez vou mudar um pouco o foco, pois a situação requer isso.

Toda vez que, nós jovens, vamos conversar sobre politica, fugimos logo do assunto com umas desculpinhas idiotas e prontas tipo ‘religião, futebol e política não se discute’ e aí eu pergunto: por que? Dizem que é por nunca chegar a um veredicto, que é uma discussão eterna, pra mim, isso não passa de balela.

Mais uma eleição chegando aí, fazendo 20 anos que a população jovem brasileira decidiu se alienar e aceitar que a política é feita pelos adultos, quando na verdade, você ai de 16 anos, capaz de votar, já é um adulto! Você pode não se bancar, não se sustentar, ser até mimadinho demais, porém, tem direito a mudar como as coisas são por aqui, só não faz, porque não tem nenhuma vantagem não é mesmo? Bem, mude esse pensamento, por favor.

Há 20 anos, quando muitos dos frequentadores desse blog não eram nascidos (inclusive eu), ou nem tinham noção do que faziam, os jovens foram as ruas, os cara-pintadas ganharam o Brasil, e o mundo, pela primeira vez um presidente sofreu Impeachment, e desde então temos seguido na inércia. ACORDEM! O Brasil, tão igual a China, é um gigante, e não deveria ser esse país absurdo que é. Onde já se viu, nós temos tudo para ser maior que Japão, Alemanha, Inglaterra e cia., e continuamos aqui, como um país em desenvolvimento, com pessoas vivendo uma vida sub-humana.

E isso por que mesmo? Porque nós não escolhemos nossos líderes, nós votamos entre um monte de merda (desculpe o termo, mas a verdade é essa), e merda por merda, dá em merda (entenderam o que eu falei?). É tudo farinha do mesmo saco: Dilma, Serra, Marina, Plínio (e os outros palhaços que nem conseguem porcentagem), todos querem chegar ao poder, e lá chegando o que vão fazer? NADA, só na mesma.

Vejo todo mundo falando em sustentabilidade, mas pra que merda a gente vai investir em sustentabilidade se todos os sistemas públicos são rídiculos. Saúde, Transporte e principalmente EDUCAÇÃO! Como pode ser asssim, essa palhaçada toda? Onde um garoto que consegue entrar numa Universidade Pública se torna um herói? E a população acha isso bonito! Não é, isso é deplorável, acharmos que um garoto que se superou é um herói, não ele é só mais um, os vilões são nossos líderes.

Quanto mais tempo vai continuar assim? Ahh vai ter a Copa do Mundo em 2014… Olimpiadas em 2016! E BILHõES e BILHõES vão ser jogados nessas obras, pra que? Pra impressionar o MUNDO! PORRA! (desculpe o termo mais uma vez), esse dinheiro deveria ser investido NAS PESSOAS! Capital Humano! Qualquer pessoa que ler um pouco de Macroeconomia, sabe que isso não pode dar certo! E aí seguimos, importando mão-de-obra especializada, ao invés de investir na população, porém o investimento na população é feito de forma erronea, com universidades federais, que são usurfluidas quase que completamente por pessoas que não querem ficar no Brasil e aí ocorre a Fuga de Cérebros.

Não é criticando Lula (eu até gosto dele, não sei porquê!), mas é mais da mesma porcaria que foi FHC; e Serra e Dilma aí, não tem mudança! Marina, é o mesmo que Lula era em 1994-1998-2002; prometendo Deus e o mundo, e quando assumiu, colocando o rabo entre as pernas e não mudando nada.boneco

Por favor, acordem, revejam seus conceitos sobre o que é importante! Será que é mesmo um show de Restart, Fiuk, ou sei lá o que for… Será que é pegar todas numa balada? O vestido que você usa, ou quanto você ganha? Não estou dizendo para você deixar de aproveitar sua vida, e seus gostos, só estou dizendo, para que prestem mais atenção na sua vida, percebam que, apesar de seus pais pagarem suas contas, a vida é SUA, e uma hora (infelizmente), não vai mais existir papai e mamãe, então, é melhor você sair do ninho por si só, do que cair dele quando ele se desfizer. Machuca menos. Por isso, chega de alienação, o tempo para aceitar axiomas e verdades absolutas do tipo ‘todo politico é ladrão’ já passou! Eles são ladrões? Então não votem neles! Votem BRANCO se não houver ninguém decente, impeça de forma legal, que sejam eleitos mais porcaria. Não fazendo ataques terroristas, e muito menos aceitando que os elitistas são melhores que os outros (sim, isso foi uma indireta pra Dilma e Serra, respectivamente). Todo sistema tem brechas, e esse não é diferente, se a corja que detém o poder não lhe dá meios de eleger alguém diferente, alguém que mude as coisas, então vote BRANCO, simples assim. Deixe de ser um fantoche imbecil, e pense por si mesmo, não por papai, mamãe, amigo, tia, tio, ou qualquer nepotismo. Não vote por ajuda a sua classe social ou etária, voto pelo todo, porque só quando o TODO for ajudado, é que o Brasil muda.

O Brasil detém a democracia mais simples e mais avançada do mundo, e mesmo assim, continuamos nessa. Só para saberem, se os líderes são ruins, é porque simplesmente, o povo deixa eles serem. Pressionem, pesquisem sobre seus políticos, sobre seus projetos, passados. Sabe, aquelas propagandas na TV sobre as eleições são chatas né? (mas por que são chatas? AQUILO É DO SEU INTERESSE!) Porém explicam bem o seu papel, como eleitor, como pessoa, como BRASILEIRO.

Não é torcer pela seleção em ano de Copa, ou saber cantar o hino nacional, ser Brasileiro, está além disso. Por isso, deixem pra lá a preguiça e a estupidez! Engajem-se no assunto. Conversem com os amigos, com seus pais, perguntem, não deixem que seus filho sofram com o que nossos pais sofreram e com o que sofremos.

Nem pretendo falar mal da corja de políticos, pois iria perder muito tempo, porém prestem atenção. Se os humoristas fazem piadas deles, e você ri disso, é um sinal alarmante, quer dizer que tal igual a eles (os safados dos políticos), você trata política como piada, e mais, ri de quem toma conta do seu país!

Desde os tempos de Dom Pedro II, é assim, tudo farinha do mesmo saco. Acho que depois de 150 anos de palhaçada, está na hora das coisas começarem a mudar, você não? Então o que está esperando? SE MOVA!

Pode não parecer, mas em breve, quando você tiver seus 40 vai ter uma certeza: ou que foi um jovem inútil e alienado e deixou seu país continuar na lama, ou que foi um jovem que lutou pelos seus direitos. #fikdica

Não achem que ser jovem é só farrar, e aproveitar a juventude. Ser jovem, é ser o futuro. Então não aceite o que lhe for dito, só por ter preguiça de entender do assunto. Pesquise. Nossa constituição está aí para isso.

Só para terem uma ideia de como nossa politica é tratada com palhaçada: temos ex-bbb’s, tiririca, reginaldo rossi, maguila, funkeiros, jogadores e demais personalidades rídiculas, sem mérito ou conhecimento algum, concorrendo à um cargo público! PORRA! (desculpe o termo), Se você acha isso engraçado, não é! É alarmante! É assustador, será mesmo que nossos filhos vão viver num país de verdade? Parem e pensem, e se não quiserem ter filhos, pelo menos, pensem em quando serão velhos, pois garanto, a juventude não dura pra sempre. Será que esses palhaços vão garantir seus direitos quando você for velho? (pergunta retórica). Já passou da hora de se mover. É a sua chance, é seu DIREITO, não desperdice-o.

No mais, nos resta rezar, que apareça um líder realmente preocupado com o país, enquanto isso, devemos pelo menos, rejeitar essas merda do mesmo saco!

18
ago
10

Céu Azulado

Esses seus suspiros seus, um vício tão sensual, de me observar tão sultimente, de cabo à rabo, e depois, posar com o olhar desinteressado que consegue ostentar. Não percebeu ainda, mas assim, você acaba me roubando.

Mais quatro onzenas e meia, e já faz um ano que trocamos as juras, tão bem camufladas de risadas, afetos e abraços. Desconfiado, sem jeito, e quase calado, quando fui desejado por você, como poderia esquecer do primeiro timbre envergonhado seu?

Foi ali, naquele dia, que te reavaliei melhor; cabelos louro-avermelhados, pele clara, algumas sardas douradas espalhadas pelo rosto e pelo nariz, olhos cor de canela, pernas grossas e lisas, daquelas que chamavam meu olhar, busto farto, sempre motivo para enrubescer você; um sorriso fácil de se obter, díficil de conquistar.

Com o tempo aprendi a observar cada detalhe seu, a analisar suas manias mais estranhamente engraçadas. E, cheguei a conclusão que me apaixonei por seus cinco modos de sorrir. Um sorriso timido, para os afortunados que conseguem vislumbrados, o principal culpado pelo meu interesse repentino pela sua pessoa; Um sorriso de deboche, sempre precedido por palavras xulas e caretas de uma tênue irritação, normalmente, gerada pela percepção equivocada de uma pessoa qualquer; Um sorriso gratuito, de felicidade por ter acontecido algo que já esperava, e assim, sem nem notar, se concretizou;  Um sorriso inconciente, que se forma nos labios quando um elogio, seja este bruto ou refinado, é destinado aos seus ouvidos; E o ultimo, um sorriso apaixonado, aquele que só é solto quando você lê algo que fazem os olhos brilharem, ou simplesmente, quando se termina um de seus beijos vorazes.

Enquanto colocava barreiras entre minhas verdades e mentiras, você ia avançando, às vezes me escapando, deixando eu roubar você; afanando território no peito alheio, aproveitando-se do meu jeito contagiante.
Não sei não, assim você acaba me conquistando… É realmente isso que você queria, um eu todo seu? Não sei não, assim eu acabo me entregando.

Depois de tudo que mostrei, ainda assim, você continuou por aí. Nem eu mesmo sei o que eu quero com isso, e mesmo assim você me quer, com toda essa confusão.

Realmente, naquele dia, você foi tudo, fez de mim um anjo. Guardou nossos segredos, no presente que fiz, esbanjou um sorriso cheio de certezas, seguidos por muxoxos divertidos… Não sei não, assim eu acabo me deixando ser roubado.

É tudo uma questão de escolhas; já percebi que você não vai me deixar ir, nunca. Então, deixa tudo assim mesmo, que tudo termina, no mais azulado céu.

texto originalmente publicado em “Sussurros de Raposa”

11
ago
10

Untitled.

Já disse Martha Medeiros em algum de seus textos que deve existir algo maior e melhor que o amor. E eu concordo. Mas, ao contrário dela não acho que seja um sentimento constante. Acho que é mais como um espirro: ele vem chegando e você sente que vem chegando… até que finalmente ele chega, avassalador, intenso e quando você menos espera, já foi embora. Às vezes você acha que o espirro vai vir, mas engano seu, ele não vem. E tudo logo volta a normalidade, ninguém morre por isso.

Quando eu digo que acho que esse sentimento não seja constante, não quer dizer que ele acabe quando acaba. Eu explico: acredito que ele dura pra sempre, não acaba com o fim do relacionamento. Você não sente toda hora, mas o sentimento tá sempre ali guardado pra se manifestar em qualquer momento. Acontece uma vez e você só fica esperando acontecer de novo. É mais como uma sensação extrema do amor em você. E isso independe do que você sente ser correspondido, do namoro ter acabado há séculos ou às vezes até de você conhecer a pessoa ou não.

O amor é lindo, tudo bem! Mas também é triste e concentra nele uma boa parcela de sofrimento. Isso porque, qualquer menor ato da pessoa amada pode te trazer uma felicidade intensa, ou uma dor tão intensa quanto. Tudo é extremo, é oito e oitenta, do amor se chega ao ódio, e do ódio ao amor. Certo, você pode me dizer que existem amores mais calmos, mais certos… existem, mas neles não se sente mais as borboletinhas no estômago, nesses casos acho que já aconteceu uma acomodação de sentimentos. Uma hora cansa, tem que ter a explosão de “sem nome” de vez em quando, pra manter o amor. Talvez esse sentimento seja uma mistura de paixão com amor, talvez seja um nível mais alto, uma evolução do próprio amor. Não sei, só sei que eu já senti “sem nome” algumas vezes.

Sei que tem muita gente amando errado por aí, se é que existe um jeito certo de amar. Tem gente que ama “egoísticamente”, silenciosamente, platonicamente, com insegurança, possessivamente, violentamente… enfim, são inúmeras maneiras complicadas de amar. E isso, definitivamente, não é algo fácil de lidar. O amor acompanha zilhões de outros sentimentos, é como um pacote, ele nunca vem sozinho. Mas, o pior (ou melhor) é que ninguém é culpado disso. A gente só sente, não é algo que se controle facilmente, não existe um manual de “ame melhor”. E se existe, acredite, é furada!

Como pode o maior, mais importante e mais lindo sentimento do mundo ser ao mesmo tempo tão difícil? Tem que ter algo maior e melhor. Algum sentimento sem regras, que seja como uma “euforia apaixonada”, mas que não cause tristeza ao acabar, afinal, assim como um vírus o “sem nome”tem ciclos. É muito possível que você já tenha sentido isso, mas como não existe um nome para o “sem nome”, você não sabe que existe e tenta explicar aumentando a intensidade de um outro sentimento. Tanta coisa no mundo não tem nome, que a gente nem sabe que existe, só sente.

Tem que existir esse sentimento que não acompanha preocupações, que a gente não quer nem precisa definir, explicar ou ensinar. Deve ser algo que não se mede, que supera conceitos ou regras sociais, que é individual e ao mesmo tempo compartilhado, que nos permite a liberdade. E eu vou ter que concordar com Martha: “Plenos o amor nos torna; mas livres? Não. O amor termina e isso nos atormenta”. Sendo o “sem nome”, não termina quando acaba, como eu já disse antes.

E esse sentimento não se denomina, não se cria regras, não se discute, não se pensa, não se idealiza. O melhor a fazer é deixar ele existir, no canto dele, sem mexer. Ele não precisa de nada pra acontecer, simplesmente acontece. Você não tem que procurar por alguém especial, muito menos cuidar do jardim para que as borboletas venham até você; você não precisa cultivar como uma plantinha; você não precisa gostar da mãe dele; que se foda o mundo o importante é o que se sente nesse momento. Nesse único, mágico e exclusivo momento. É melhor que não tenha nome, que não se divulgue tanto, que não caia nas páginas das revistas de fofocas onde fulano diz que sente por fulana o que não sente, ou nas páginas policiais como desculpa para beltrano cometer crimes bárbaros. Quanto mais se tenta definir, mais se limita. E ele tem mesmo que ser eufórico, intenso, explosivo: um espirro.

Acho que depois de um espirro desses bem fortes é que a gente se reapaixona, e por isso o amor pode durar. Um sentimento tão enorme e nada ameaçador, tão bonito que foge às definições, que vem e passa tão rápido mas ao mesmo tempo não traz angústia alguma. Esse é o sentimento que eu queria compartilhar hoje com vocês. Talvez seja algo novo, mas talvez seja só o amor em um jeito certo de amar, ou em mais uma de suas inúmeras formas.

“Euphoria never to feel frustration/ How great to give love without invitation / Euphoria, euphoria / Long as we love each other”.

09
ago
10

Mulher é igual a Problema

mulher-proSimples assim: mulher = problema. Há quem diga que isso é só uma brincadeira machista (muito provavelmente é verdadeira origem dessa ‘teoria’), porém, eu gosto de pensar que ela foi baseada em alguns fatos bem reais.

De cabo à rabo, esse ser estranho chamado ‘mulher’ é problemático, sem tirar nem por uma vírgula de sua definição. Não que os homens sejam simples, é só que as mulheres necessitam de um estudo muito mais aprofundado, afinal, nem mesmo elas se entendem.

Quando estão solteiras, simplesmente, são incostantes, mostrando problemas que para a maioria das pessoas soa como ‘jogo da conquista’; quando estão comprometidas revelam problemas de personalidades, e mais, os problemas que vem em anexo na sua vida.

Ah rapaz, eu não lembro quantas vezes já disse para amigos meus, que estavam pensando em por um fim no relacionamento por um probleminha aqui e outro acolá, que bem, se a mulher X tem uma mãe chata e uma irmã ultra-egoísta e é muito libidinosa; a próxima que ele arranjar, a mulher Y, tem pai super-protetor, é ciumenta demais e recatada de um jeito que se torna chato… Ou seja, trocar seis por meia-dúzia não mudará as complicações de fato.

Antes que digam que estou me enrolando por aqui, sem explicar o real motivo de ‘mulher = problema’, tenho de explicar o porquê de apenas as mulheres estarem nessa equação. Bem, os homens tem todas essas ladainhas, porém, como eventualmente são os ativos num relacionamento, acabam resolvendo seus problemas por si só, enquanto a recíproca não é verdadeira. E sabem por quê os homens são os ativos? Simplesmente por vivermos numa sociedade machista. Os homens são machistas, de fato, porém, as mulheres são muito mais. Exemplo rápido e básico. Se uma mulher nota uma moça bebâda e sozinha, logo pensa ‘puta’; em contra-partida se um homem observa a mesma cena o que ele pensa? ‘Pego fácil’ (leia-se Oportunidade). Concluindo: as mulheres acabam por se auto-censurar, e mais, por se auto subjugar ao homem.

mulhr=proOk, sei que muitas já estão me apedrejando, então vou seguir para a parte mais interessante. Mulher nunca sabe o que quer, por isso é igual a problema. Se ele é carinhoso, é idiota demais; se é calado, é tímido demais; se tem ciúme, é grudento; se não tem, não gosta dela, e por aí vai.

Os príncipes encatados de outrora, hoje são estúpidos; os malandros sempre tão galantes, nunca prestaram para elas. E aí a grande pergunta. O que elas querem finalmente? É daí que acredito ter vindo essa teoria. Ainda não existe algo que elas realmente queiram, é uma icognita, de uma equação há muito descoberta, e desde sempre, não resolvida.

Claro que vai ter quem diga que existe o amor verdadeiro, e que existem casais que nos provam isso, porém, posso afirmar levianamente que durante todo o tempo que as mulheres, desses casais ‘felizes para sempre’, todo dia se questionavam se não podiam arrumar nada melhor, ou simplesmente eram comodista o bastante para se contentar com o que já haviam conseguido.

É aquele velho ditado ‘quem escolhe demais, acaba ficando sem nada’. Bem as ‘titias’ estão ai como prova disso.

Se mesmo assim, essa teoria ainda não lhe faz sentido, deixa eu explicar de uma forma divertida (e matematicamente). É só ‘ler’ a imagem à esquerda.

Sei que ainda vão existir quem discorde, mas para mim, é fato incontestável, mulher é um problema. E como nós homens, somos burros e acreditamos que podemos resolver esse problema nos metemos com este.

O mais interessante é, nenhum homem consegue viver sem problemas, e tenho dito.

P.S.: Se ela for libriana, ai é pior ainda, pois nunca vai se decidir.

P.S.2: Se for geminiana, consegue piorar ainda mais as coisas, pois, vai ficar falando e falando, até conseguir explicar (mais para si mesma) o por quê de tal indecisão.

04
ago
10

A “velocidade” é igual ao “espaço” sobre o “tempo”.

“Você só precisa encontrar a pessoa certa”. Todo mundo já disse isso alguma vez na vida, ou pior, já ouviu. E você sabe que é verdade. Aquela amiga sua deprimida porque tá sozinha, não arruma um namorado nem a pau, o que dizer pra consolar? Que ela ainda vai arrumar o cara certo pra ela, né? Tá bom então. Em toda a minha existência (não que eu seja velha) eu nunca encontrei o cara certo! Onde esse desgraçado se enfiou? Só Deus sabe, ou nem mesmo ele.

Vai ver é só implicância do meu cupido comigo, ou vai ver o meu cupido misturou trabalho com seus próprios sentimentos e se envolveu, agora ele tá tão apaixonado que não quer me dividir com ninguém… eu sei lá! O fato é que, ninguém pode esperar pela pessoa certa, porque ela nunca vai aparecer se você ficar só esperando! Na verdade, ela não vai aparecer porque não existe pessoa certa pra ninguém, existe alguém que a princípio faz teu tipo e que aos poucos vai te ganhando sabe-se lá como. Não existe fórmula  pra isso! Tinha gente que cantarolava por aí que ainda encontraria a fórmula do amor, mas, até hoje, não ouvi ninguém cantarolar que já achou.

Sem esse papinho motivacional. A pessoa certa não é aquela que tem tudo a ver com você,  não é aquela que é linda e usa roupas e perfumes legais. Esse alguém não é perfeito pra você, nem é perfeito pra ninguém. Afinal, você é perfeito? Não, querido(a), você não é! A menos que você seja @ocriador, aí tudo bem. A pessoa certa é, na verdade, qualquer pessoa na hora certa e no lugar certo. Tudo bem, eu vou explicar meu ponto… você tá sozinha, tá até pensando que seria bom ter alguém com você agora, tá carente… bom, aí você percebe que precisa de um namorado.

Depois de constatar isso, e conhecer zilhões de pessoas que não querem nada com nada, você encontra alguém que definitivamente não é a pessoa certa, mas é alguém que também tá passando pelo mesmo momento, ou não, talvez só seja alguém atrás de uma pessoa pra ter algo mais sério e tal. E enfim, vocês começam algo… você não suporta mortal kombat, mas tanto faz, você gosta de tantas outras coisas nele.

O ponto é que, não é a pessoa certa, é só um fulano de tal que te encontrou na hora certa no lugar certo. Não foi porque ele fez qualquer coisa extraordinária, foi só o tempo e o espaço conspirando para que desse certo. Vocês tinham o mesmo interesse, no mesmo momento. E o espaço também tem sua influência, vai que você conhece a pessoa “errada”, que no fim vai dar certo contigo, num lugar totalmente inapropriado ou onde um contato seja meio que impossível? Não vai adiantar de nada. Quanto mais vezes você estiver no lugar certo, na hora certa, maior a velocidade em que você vai encontrar o alguém errado (ou certo? Tanto faz!).

Talvez você acabe num carro do ano, numa viagem pra sua casa de praia, com duas ou três crianças berrando atrás, e cheio de alegria porque vocês deram certo. Mas talvez não, e o que importa? Existem outros milhões de pessoas erradas por aí esperando outra coincidência de tempo e espaço para acontecer novamente. A gente se apaixona pelo alguém errado, mas o que mantém mesmo o sentimento e/ou relacionamento são os interesses de cada um. E a fórmula só funciona assim: pessoas erradas, no espaço e tempo certos, acabam dando certo.

Que seja, talvez seja só mais uma das minhas teorias mirabolantes. Talvez não.