29
mar
10

Um caso, duas versões.

 

Primeira Versão. –  Lucas.

Gosto de gente doida. É, gente doida, que foge do comum. Chame como quiser. Gente que não se consegue agrupar, intitular ou definir. Mas, isso não vem tão ao caso agora. A história começa numa segunda-feira como qualquer outra.

Eu acordei, tomei banho, penteei meu cabelo, me vesti, comi qualquer coisa e escovei meus dentes. Peguei minhas coisas e saí, cheguei no trabalho, trabalhei feito um louco e fui pra casa. Chegando em casa a fome bateu, corri pra geladeira; nada. Vesti qualquer coisa e fui numa lanchonete da minha rua.

Entrei, comprei e sentei numa daquelas poltronas para namorados, acolchoadas e confortáveis. Poltronas para dois. Exatamente na minha direção vinha uma garota, com a sua bandeja. Olhei para ela, e quando ela foi se aproximando, desviei o olhar. Acredite ou não, ela sentou na minha mesa, na poltrona para namorados na minha frente, como se fosse a coisa mais comum e rotineira.

Eu não acreditando, olhei para ela com cara de susto e de quem espera uma justificativa qualquer. Ela olhou e riu. Simplesmente riu, nada disse. Começou a comer o seu lanche, sem nem olhar para mim. Olhei ao redor, era tarde, só estávamos na lanchonete nós dois e mais um outro cara numa mesa distante, ela poderia sentar em qualquer lugar, qualquer lugar. Era a hora de descobrir o que estava acontecendo.

– Oi?
– Oi.

(O “oi” acompanhado de um sorriso poderia capturar qualquer um, pelo tempo que ela quisesse. E eu acho que ela sabia disso. Depois de uns segundos distante, com isso na cabeça continuei a falar).

– Desculpa, mas, a gente se conhece?
– Ainda não. Meu nome é Helena e eu gosto de catchup e Beatles.

(Eu sorri, meio sem perceber que já estava me encantando).

– Bom, eu sou Lucas. Eu gosto de sorvete de flocos, Beatles e Belle & sebastian.

(Ela sorriu, quase gargalhando. Eu me sentia feliz por ter causado isso).

Conversamos até tarde, fomos expulsos da lanchonete. Era madrugada, sentamos na porta da lanchonete e ficamos por mais um pouco. Falamos de coisas aleatórias, coisas leves, coisas que fazem você se sentir livre. Eu não queria que acabasse a noite, dizem que quem entra muito fácil na nossa vida sai de maneira mais fácil ainda. Chegou a hora, ela disse que tinha que ir embora. E eu também tinha que ir, mas não queria.

– Como te encontro?
– Outro dia sento na sua mesa de novo. Dessa vez vai parecer normal, né? Porque já nos conhecemos.
– É, o que fazemos pra resolver isso?
– Já sei, o normal seria se eu fizesse isso, sentasse na sua mesa de novo. Daqui a pouco seria rotineiro. Me dá o seu celular.

Eu dei meu número. Ela disse que queria o aparelho. Tirou uma foto dela mesma, salvou seu número e disse que ela nunca dá o número dela, já que isso é o que qualquer pessoa faria, ela nunca fazia. Mas percebeu que fazendo isso, faria o que não faria normalmente, o que já é uma contradição. E se contradizer, podia, nas regras dela.

Tive uma ideia melhor, disse a ela que ela podia ficar com ele, e me dar o dela. Já que, isso faria um próximo encontro ser mais rápido. Ela não ia ficar muito tempo sem o celular dela, nem eu sem o meu. Ela concordou, trocamos os celulares, nos despedimos e eu voltei pra casa.

Cheguei em casa e de tão cansado dormi ao encostar a cabeça no travesseiro. E aí veio a terça-feira comum. Fiz a mesma coisa de sempre: Acordei, tomei banho, penteei meu cabelo, me vesti, comi qualquer coisa e escovei meus dentes. Peguei minhas coisas e saí, cheguei no trabalho, trabalhei feito um louco e fui pra casa. Chegando em casa a fome bateu, corri pra geladeira; nada. Vesti qualquer coisa e fui na lanchonete da minha rua. Dessa vez na esperança de encontrar ela.

Durante o dia algumas ligações para ela, atendi e disse que ela tinha esquecido o celular comigo. Ninguém quis deixar recado, o que facilitou minha vida. A operadora mandou uma mensagem, e uma amiga também, suponho que seja amiga, marcando um sushi no final de semana. Fiquei umas duas horas na lanchonete, ela não apareceu, nem ligou. Eu também não liguei, queria que fosse casual.

Quarta-feira, mais um dia comum. Tudo como sempre, era a hora do almoço e nenhuma ligação ainda, nenhuma mensagem. A moça da secretaria entra, com um bilhete. O bilhete tinha uma foto dela em um parque da cidade com um lanche e um potão de sorvete de flocos. Aproveitei e me adiantei para o almoço. Peguei o carro e voei para o parque com a foto na mão, sorrindo e procurando o lugar da foto.

Achei! Ela estava lá, esperando, sorrindo pra mim. Eu olhei para ela, já com a certeza de que ela tinha tudo que eu mais gosto em alguém. Eu não podia ver, mas sabia que meu sorriso ia de uma orelha a outra. Ela me entregou o meu celular dizendo:

– Acho que o sorvete não vai aguentar muito tempo! Hahahaha.
– Então aceleremos o processo.

Devolvi o celular dela, e disse das ligações e mensagens. Ela fez a mesma coisa, me contou quem ligou e o que disse. Falamos novamente sobre coisas aleatórias, que me faziam passar tempos leve. Era como se meus problemas nem existissem com ela por perto. Ela escolheu uma bossa e colocou para tocar no celular dela, e então dançamos no meio da pista de corrida.

Cantamos Beatles em alto e bom som, para quem quisesse ouvir e mandar que nós calássemos a boca. E aí, para minha tristeza, era hora de ir embora. O trabalho me esperava. Nos despedimos, e eu não pensei duas vezes, roubei um beijo. Nunca vou achar outra pessoa como ela, tenho que correr o risco. Voltei para mais uma tarde de trabalho, o tempo pareceu voar, depois desse momento com ela. Voltei para casa, e passei o resto da noite lembrando de como foi bom encontrar com ela.

Quinta-feira, acordei e mandei uma mensagem pra ela. Era uma foto minha com cara de quem acabou de acordar, mas com um sorriso enorme e um catchup na mão, escrevi embaixo desejando “um bom dia e muito catchup”. Nenhuma resposta até de noite quando olhando meu celular vi uma nova mensagem. Abri, era uma foto dela, com um cd de Belle & Sebastian e embaixo dizendo: “Boa noite! Tô cantando ‘Get me away from here, I’m dying’… Não podia deixar de lembrar de você”. Dormi feliz, seja como for, lembrou de mim.

Sexta-feira, mandei uma mensagem de bom dia, com uma música de fundo. Another like you – Sean Fournier. Eu sabia que era uma manobra arriscada, mas que não arrisca não petisca. Ela respondeu com um sms: “música linda!” Eram 22h, eu estava tomando um banho para sair com uns amigos quando chegou uma mensagem dela, era uma foto com um post-it na testa escrito: “Lanchonete já!” Não pude deixar de ir.

Fui, conversamos bastante como sempre. Mas dessa vez, ela disse que mais uma regra que eu não conhecia é que ela não tinha relacionamentos sérios, não queria ser namorada de ninguém. E eu concordei, fiz de conta que não ligava. Não queria perder ela e dizendo que queria algo mais sério com ela, com certeza eu a assustaria.

O que importa pra mim é que estamos juntos. O tempo passou, um ano para ser mais claro e eu estou feliz como nunca. Porque no fim não importa quanto você tem, o que você tem, por quanto tempo tem, não importam títulos ou convenções sociais. O que importa é quem você tem, e a felicidade que essa pessoa te traz.

Segunda Versão. –  Helena.

Nunca fui normal. Seja lá o que for normal para você, eu não sou. Não me levo muito a sério, não tenho medo de dizer o que quero, o que sinto ou penso. Gosto de liberdade. Eu ouso, eu sou, e acredito no improvável. Não deixo ninguém dizer que não sou capaz de alguma coisa. Minha vida é rica de vida.

Não procurava ninguém para me envolver, eu queria apenas uma companhia para um lanche. Era só mais uma segunda-feira. Acordei cedo, liguei Beatles no máximo, tomei banho, comi, escovei os dentes, me vesti, joguei um pouquinho de maquiagem no rosto e prendi o cabelo num rabo-de-cavalo alto.

Fui para a faculdade, almocei, fui trabalhar e voltei pra casa. Minha amiga já tinha me ligado umas dez vezes me chamando para um bar com um pessoal. Mas era segunda, e eu não tava a fim de conhecer mais um pretendente que provavelmente ela arrumou junto com namorado dela. Dei qualquer desculpa e antes mesmo de ir pra casa passei na frente daquela lanchonete. Eu passava ali todo dia e nunca entrava.

Por várias vezes via esse cara. Sempre tão sozinho, com um fone no ouvido e comendo sozinho. Eu estava com fome, resolvi entrar. Comprei meu lanche olhei para todas as minhas opções, um cara no canto com cara de poucos amigos e lá estava Lucas, sozinho, com seu fone como sempre, comendo distraída e mecanicamente.

Ele olhou pra mim, e eu sorri mas ele desviou o olhar antes que visse. Decidi que sentaria ali com ele. Sentei, e esperei ele dizer qualquer coisa, mas ao contrário disso ele ficou me olhando com um espanto estampado no olhar, como quem esperava ao menos uma apresentação. Eu estava me divertindo, esperei ele tomar alguma atitude. Queria ver quanto tempo ia durar esse impasse. Para minha surpresa, ele logo falou.

– Oi?
– Oi.

(Ele continuou com cara de espanto, mas eu sorri. Logo ele continuou…)

– Desculpa, mas, a gente se conhece?
– Ainda não. Meu nome é Helena e eu gosto de catchup e Beatles.

(Ele sorriu, um sorriso bobo, de quem gosta do que ouve. E eu sorri também, ele ficava fofo assim).
– Bom, eu sou Lucas. Eu gosto de sorvete de flocos, Beatles e Belle & sebastian.

(Dei uma gargalhada. Agora eu descobri que ele também era divertido, além de fofo. Me parecia uma boa companhia).

Conversamos bastante, ri como não fazia faz tempo de coisas bobas e cotidianas. A garçonete gorducha e com uma cara hilária, chegou na nossa mesa e soltou um: “O casalzinho pode arrumar outro lugar? Estamos fechando”. Olhamos um para o outro e soltamos uma risada sincronizada, o que irritou a garçonete. Fomos expulsos da lanchonete. Mal percebi o tempo passar, já era madrugada! Eu tinha que acordar muito cedo no outro dia, mas, não ia me fazer mal um pouco mais de conversa.

Sentamos no chão, na frente da lanchonete e ficamos por mais um tempo. Falamos de coisas aleatórias, coisas da minha vida, da vida dele, coisas que nós gostamos. Não falamos sobre nada que não gostamos. Eu poderia ficar ali conversando com ele até o outro dia. Mas tinha mesmo que ir. Já eram duas e meia da manhã, me despedi e ele veio num tom de resmungo perguntar:

– Como te encontro?
– Outro dia sento na sua mesa de novo. Dessa vez vai parecer normal, né? Porque já nos conhecemos.
– É, o que fazemos pra resolver isso?
– Já sei, o normal seria se eu fizesse isso, sentasse na sua mesa de novo. Daqui a pouco seria rotineiro. Me dá o seu celular.

Ele me disse um número de celular, e na verdade eu queria o aparelho. Disse a ele, ele me deu. Tirei uma foto minha e salvei meu celular, coisa que eu nunca faço porque é exatamente o que qualquer garota faria. Eu nunca dou meu celular, nunca. Mas eu vi que se eu desse meu telefone era exatamente fugir do comum. Me contradizer era uma das regras principais.

Eis que ele teve uma ideia digna de mim. Eu não sei como ele pensou nisso e eu não. Ele me disse para ficar com o aparelho dele e dar o meu para ele. Eu percebi que o que ele queria era me reencontrar novamente e rápido, mas era exatamente o que eu queria também, então concordei. Nos despedimos, dobrei a rua e estava em casa.

Terça-feira, tudo como sempre. Faculdade, trabalho, sono… Ligaram várias vezes para o celular dele de um mesmo número, eu não ia atender mas depois de tanta insistência pensei que podia ser algo sério. Atendi. Era uma mulher, pensei que ele podia ter namorada. Mas ela se identificou, disse que era irmã dele que queria saber se ele já tinha se programado pra o final de semana na praia, se não me engano era aniversário de casamento dos pais deles. Anotei o recado para o próximo encontro casual.

Fui até a lanchonete na esperança de encontrar ele, mas não achei. Devo ter chegado cedo ou tarde demais. Fui pra casa. Não liguei, queria encontrar com ele por acaso, e se eu ligasse ia parecer que eu estava correndo atrás.

Quarta-feira, o mesmo de sempre, despertador infernal seguido de Beatles a toda altura, faculdade, e hora do almoço. Impulsiva como sou, tive uma ideia e já fui transformar ela em ação. Liguei para a irmã dele e perguntei onde era o trabalho dele, que apesar de ser uma velha amiga eu nunca tinha ido no trabalho dele, o que fazia até sentido. Fui até um parque, pedi para tirarem uma foto minha com lanche e sorvete que comprei para nós dois. Fui numa máquina daquelas de revelar a foto na hora e mandei entregar a foto no trabalho dele.

Manobra arriscada, mas com sorte ele estaria no parque em uns 15 minutos. Ele apareceu! Todo sorridente, ele tem um sorriso que podia iluminar toda a cidade. Entreguei o celular:

– Acho que o sorvete não vai aguentar muito tempo! Hahahaha.
– Então aceleremos o processo.

Ele me deu o meu celular nós nos demos os recados e eu contei como tinha descoberto onde ele trabalhava. Ele falou um pouco sobre a irmã, os pais, a infância, e coisas aleatórias como sempre. Quis dançar, não pensei duas vezes, peguei meu celular e no meio da pista de corrida dançamos uma bossa. Era bom ter alguém que me acompanhasse desse jeito.

Comemos, tomamos o sorvete derretido e cantamos Beatles em alto e bom som, para quem quisesse ouvir e mandar que nós calássemos a boca. E aí, infelizmente chegou a hora de irmos. Eu já estava atrasada para o trabalho. Nos despedimos, e ele me roubou um beijo. E foi diferente, com ele eu não precisava fazer de conta. Passei o resto do dia pensando nesse beijo.

Quinta-feira, acordei com uma mensagem dele. Era uma foto dele com cara de sono, mas com aquele sorriso lindo e um catchup na mão, me desejando um bom dia e “muito catchup”. Não respondi, me perguntava se as coisas estavam indo além do limite que eu sempre coloquei.

Indo pra casa achei no meu carro o cd de Belle & Sebastian, coloquei para tocar. Lógico, só lembrei dele. Resolvi que era a hora de mandar uma mensagem. Era uma foto minha, com meu cd de Belle & Sebastian e embaixo dizia: “Boa noite! Tô cantando ‘Get me away from here, I’m dying’… Não podia deixar de lembrar de você”. Que se danem meus limites!

Sexta-feira, acordei feliz com uma mensagem que me estampou o maior dos meus sorrisos. Ele me mandou uma música linda, não conhecia o cantor. Passei o dia todo ouvindo a música. Eu respondi dizendo: “música linda!” Já eram 22h de uma sexta, eu ia sair, já estava pronta. As meninas iam passar aqui em casa em meia hora. Mas eu só tinha vontade de falar com Lucas. Resolvi arriscar uma mensagem, por mais que eu soubesse que qualquer pessoa com uma vida social, teria algo para fazer. Mandei uma foto com um post-it colado na minha testa escrito: “Lanchonete já”!

Não esperava que ele fosse, pra todo caso, tinha bastante gente lá, eu podia sentar na mesa de outra pessoa. Mas, não precisei, ele apareceu. Eu percebi que o que eu sentia estava aumentando, e ficando perigoso. Conversamos bastante, como sempre. Mas resolvi contar mais uma regra minha: a regra que eu não tinha relacionamentos sérios, não queria ser namorada de ninguém. Ele concordou, não sei por que, pela primeira vez queria que alguém tivesse dito que isso de “regras”é um absurdo.

Ele não disse, mas tem horas que as ações mostram muitas coisas além das palavras. Agora faz um ao e dois meses desde o primeiro encontro na lanchonete. Não precisamos denominar o que sentimos, determinar que tipo de relacionamento temos. Não me importaria de ser um rolo, namorada, esposa ou qualquer coisa. O que importa mesmo é que ele esteja sempre comigo. O bom da vida é ser feliz, e melhor ainda é se você encontra alguém que é feliz por estar com você, e vice-versa.


11 Responses to “Um caso, duas versões.”


  1. 29 de março de 2010 às 8:35 PM

    adorei muito, sem mais, nem menos,
    um dos seus melhores.

  2. 2 Kélcia Rejane
    29 de março de 2010 às 10:50 PM

    Ai… que fooofo!!! *-*
    Como vc consegue escrever textos tão lindos?

    “Porque no fim não importa quanto você tem, o que você tem, por quanto tempo tem, não importam títulos ou convenções sociais. O que importa é quem você tem, e a felicidade que essa pessoa te traz.”

    Amei!!!!

  3. 4 João Pedro
    30 de março de 2010 às 1:42 PM

    adorei,
    ficou meio ficção, pq as coisas nao sao tao aceitaveis assim,
    por parte de ambos os sexos, mas ficou bom,
    daria um bom romance 😀

    • 30 de março de 2010 às 2:42 PM

      Ficção? Vou te dizer uma coisa, eu sou bem assim. Nunca troquei meu aparelho celular com outra pessoa, mas… Já fiz coisas do tipo. Hahahaha. Acredite, tem mais gente doida no mundo do que você pensa 😉

  4. 30 de março de 2010 às 4:43 PM

    A-D-O-R-E-I! Que texto maaaais lindooo ;D
    enão achei nada ficticio, vejo muitas situações como essa acontecerem no dia-a-dia, já vi muitos casais serem formados de maneiras inacreditáveis.
    “O bom da vida é ser feliz, e melhor ainda é se você encontra alguém que é feliz por estar com você, e vice-versa.”
    maravilhoso!!

    beijos ;*

  5. 30 de março de 2010 às 8:16 PM

    Eu ficaria com o celular e desapareceria. O meu tá quebrado.

  6. 9 Nataly
    3 de abril de 2010 às 1:04 AM

    Me apaixonei por essa música, até baixei…
    Tanto tempo não passo por aqui, o que é bom, pois passei umas boas horas lendo os posts que eu perdi….

    Adorei esse texto em especial, pois me acho assim, gosto de fugir do comum, do que todo mundo espera ou faz… Super me identifiquei…

    Beijosss

    http://natalyfala.wordpress.com


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: