Arquivo para março \30\UTC 2010

30
mar
10

sedutor.

brad

Sabe aquele olhar incrível? Aquele que se sobressai a milhares numa multidão, que te pega de surpresa, de faz sorrir sem nem um motivo plausível, só te traz uma alegria inexplicável? Pronto, ele tem esse olhar.

Dizem que os olhos são a janela para a alma, e que um bom flerte começa com troca de olhares… Se isso é verdade a alma dela é a coisa mais linda que eu já vi, e principalmente ele é um eximio flertador!

Como pode, duas orbes verde musgo me atrairem tanto? Não! Impossível, eu sei quem eu sou! Mas não resisto àquele olhar, àquele modo como seus olhos se sincronizam com os cabelos castanhos acaju despenteados, e mais com aquele sorriso ladrão de corações!

É eu sei o histórico dele, sei que vou ser só mais uma, mas e eu resisto? Não. Eu sei que devia fugir do que me é ruim, mas não resisto quando ele fala:

“Ó anjo meu, da têz tão alva…”

Ou

“Como podem lábios terem um carmesim tão gostoso de se vislumbrar e provar…”

Ah, eu não resisto, vivo me penitenciando, dizendo pra mim mesma “Maria Clara, você tem que largar esse cafajeste o quanto antes!”, mas simplesmente eu não largo.

Acho que ele se enquadra bem na definição de sedutor: 1.Quê ou aquele que seduz; 2.Tentador: 3.Demônio sedutor.4.Atraente; 5.Fascinante: 6.Jovem sedutor; 7.Homem leviano que seduz e desonra as mulheres, abandonando-as em seguida.

Se bem que ele não é um demonio, está mais para um anjo caído… E que belo anjo! Tecnicamente ele nunca me desonrou, mas acho que meu coração não deve ter honra ao se submeter a esse tipo de relacionamento…

Ele é esse tipo de amor-amizade que não quero abandonar nunca.

Antes que você queira me penitenciar apenas por eu me envolver com esse tipo de cara, saiba ainda mais, que ele tem namorada. É agora sim você pode me jogar quantas pedras quiser.

Sabe, eu o neguei o quanto pude, disse que a vida não era assim, e que ele não precisava de mim, porém ele nunca desistiu, ele é um cafajeste que sabe ser cafajeste, e ao mesmo tempo, é a personificação do carinho na superficie terrestre.

Argh, odeio ser canceriana, tolos sentimentais do inferno. E agora esse conceito dele de amor-amizade se impregnou em mim. Ah maldita ladainha de cafajeste… E o pior é que ela se encaixa tão bem quando ele usa aquele oculos escuro tão brega… Porque o brega combina tanto com o sorriso dele? Acho que porque ele é brega… Argh, odeio ser canceriana!

“Você será o meu amor-amizade, um pouco mais do que as amizades comum, um pouco menos que o amor, pois não te quero monopolizar, e sei que você não me deseja só pra si”, ele estava absolutamente certo!

Eu posso fazer o que? Eu até já resisti algumas vezes, mas as cantadas sutis, os suspiros romanticos, as indiretas ridiculas… Todas me divertem, inflam meu ego, e cada vez mais vou me envolvendo por ele.

Não me condenem, sou só vítima desse olhar destruidor de lares… Eu já disse a ele uma vez:

“Gui, esse seu olhar, acaba comigo… É como se eu fosse alvejada por inúmeras flechas, sou destruida, e dizimada, mas do que seria se fosse envenenada ou atropelada!”

Ele deu aquela risada gostosa e rebateu:

“Isso é você falando, ou as várias doses de vodka com laranjada?”

A minha resposta foi um beijo.

Talvez eu esteja errada, mas eu aprendi com ele, que o erro só existe, quando somos julgados, e enquanto isso não acontecer, vou fazer o que quiser, pois essa vaidade em mim, exige esse olhar de conquistador barato!

29
mar
10

Um caso, duas versões.

 

Primeira Versão. –  Lucas.

Gosto de gente doida. É, gente doida, que foge do comum. Chame como quiser. Gente que não se consegue agrupar, intitular ou definir. Mas, isso não vem tão ao caso agora. A história começa numa segunda-feira como qualquer outra.

Eu acordei, tomei banho, penteei meu cabelo, me vesti, comi qualquer coisa e escovei meus dentes. Peguei minhas coisas e saí, cheguei no trabalho, trabalhei feito um louco e fui pra casa. Chegando em casa a fome bateu, corri pra geladeira; nada. Vesti qualquer coisa e fui numa lanchonete da minha rua.

Entrei, comprei e sentei numa daquelas poltronas para namorados, acolchoadas e confortáveis. Poltronas para dois. Exatamente na minha direção vinha uma garota, com a sua bandeja. Olhei para ela, e quando ela foi se aproximando, desviei o olhar. Acredite ou não, ela sentou na minha mesa, na poltrona para namorados na minha frente, como se fosse a coisa mais comum e rotineira.

Eu não acreditando, olhei para ela com cara de susto e de quem espera uma justificativa qualquer. Ela olhou e riu. Simplesmente riu, nada disse. Começou a comer o seu lanche, sem nem olhar para mim. Olhei ao redor, era tarde, só estávamos na lanchonete nós dois e mais um outro cara numa mesa distante, ela poderia sentar em qualquer lugar, qualquer lugar. Era a hora de descobrir o que estava acontecendo.

– Oi?
– Oi.

(O “oi” acompanhado de um sorriso poderia capturar qualquer um, pelo tempo que ela quisesse. E eu acho que ela sabia disso. Depois de uns segundos distante, com isso na cabeça continuei a falar).

– Desculpa, mas, a gente se conhece?
– Ainda não. Meu nome é Helena e eu gosto de catchup e Beatles.

(Eu sorri, meio sem perceber que já estava me encantando).

– Bom, eu sou Lucas. Eu gosto de sorvete de flocos, Beatles e Belle & sebastian.

(Ela sorriu, quase gargalhando. Eu me sentia feliz por ter causado isso).

Conversamos até tarde, fomos expulsos da lanchonete. Era madrugada, sentamos na porta da lanchonete e ficamos por mais um pouco. Falamos de coisas aleatórias, coisas leves, coisas que fazem você se sentir livre. Eu não queria que acabasse a noite, dizem que quem entra muito fácil na nossa vida sai de maneira mais fácil ainda. Chegou a hora, ela disse que tinha que ir embora. E eu também tinha que ir, mas não queria.

– Como te encontro?
– Outro dia sento na sua mesa de novo. Dessa vez vai parecer normal, né? Porque já nos conhecemos.
– É, o que fazemos pra resolver isso?
– Já sei, o normal seria se eu fizesse isso, sentasse na sua mesa de novo. Daqui a pouco seria rotineiro. Me dá o seu celular.

Eu dei meu número. Ela disse que queria o aparelho. Tirou uma foto dela mesma, salvou seu número e disse que ela nunca dá o número dela, já que isso é o que qualquer pessoa faria, ela nunca fazia. Mas percebeu que fazendo isso, faria o que não faria normalmente, o que já é uma contradição. E se contradizer, podia, nas regras dela.

Tive uma ideia melhor, disse a ela que ela podia ficar com ele, e me dar o dela. Já que, isso faria um próximo encontro ser mais rápido. Ela não ia ficar muito tempo sem o celular dela, nem eu sem o meu. Ela concordou, trocamos os celulares, nos despedimos e eu voltei pra casa.

Cheguei em casa e de tão cansado dormi ao encostar a cabeça no travesseiro. E aí veio a terça-feira comum. Fiz a mesma coisa de sempre: Acordei, tomei banho, penteei meu cabelo, me vesti, comi qualquer coisa e escovei meus dentes. Peguei minhas coisas e saí, cheguei no trabalho, trabalhei feito um louco e fui pra casa. Chegando em casa a fome bateu, corri pra geladeira; nada. Vesti qualquer coisa e fui na lanchonete da minha rua. Dessa vez na esperança de encontrar ela.

Durante o dia algumas ligações para ela, atendi e disse que ela tinha esquecido o celular comigo. Ninguém quis deixar recado, o que facilitou minha vida. A operadora mandou uma mensagem, e uma amiga também, suponho que seja amiga, marcando um sushi no final de semana. Fiquei umas duas horas na lanchonete, ela não apareceu, nem ligou. Eu também não liguei, queria que fosse casual.

Quarta-feira, mais um dia comum. Tudo como sempre, era a hora do almoço e nenhuma ligação ainda, nenhuma mensagem. A moça da secretaria entra, com um bilhete. O bilhete tinha uma foto dela em um parque da cidade com um lanche e um potão de sorvete de flocos. Aproveitei e me adiantei para o almoço. Peguei o carro e voei para o parque com a foto na mão, sorrindo e procurando o lugar da foto.

Achei! Ela estava lá, esperando, sorrindo pra mim. Eu olhei para ela, já com a certeza de que ela tinha tudo que eu mais gosto em alguém. Eu não podia ver, mas sabia que meu sorriso ia de uma orelha a outra. Ela me entregou o meu celular dizendo:

– Acho que o sorvete não vai aguentar muito tempo! Hahahaha.
– Então aceleremos o processo.

Devolvi o celular dela, e disse das ligações e mensagens. Ela fez a mesma coisa, me contou quem ligou e o que disse. Falamos novamente sobre coisas aleatórias, que me faziam passar tempos leve. Era como se meus problemas nem existissem com ela por perto. Ela escolheu uma bossa e colocou para tocar no celular dela, e então dançamos no meio da pista de corrida.

Cantamos Beatles em alto e bom som, para quem quisesse ouvir e mandar que nós calássemos a boca. E aí, para minha tristeza, era hora de ir embora. O trabalho me esperava. Nos despedimos, e eu não pensei duas vezes, roubei um beijo. Nunca vou achar outra pessoa como ela, tenho que correr o risco. Voltei para mais uma tarde de trabalho, o tempo pareceu voar, depois desse momento com ela. Voltei para casa, e passei o resto da noite lembrando de como foi bom encontrar com ela.

Quinta-feira, acordei e mandei uma mensagem pra ela. Era uma foto minha com cara de quem acabou de acordar, mas com um sorriso enorme e um catchup na mão, escrevi embaixo desejando “um bom dia e muito catchup”. Nenhuma resposta até de noite quando olhando meu celular vi uma nova mensagem. Abri, era uma foto dela, com um cd de Belle & Sebastian e embaixo dizendo: “Boa noite! Tô cantando ‘Get me away from here, I’m dying’… Não podia deixar de lembrar de você”. Dormi feliz, seja como for, lembrou de mim.

Sexta-feira, mandei uma mensagem de bom dia, com uma música de fundo. Another like you – Sean Fournier. Eu sabia que era uma manobra arriscada, mas que não arrisca não petisca. Ela respondeu com um sms: “música linda!” Eram 22h, eu estava tomando um banho para sair com uns amigos quando chegou uma mensagem dela, era uma foto com um post-it na testa escrito: “Lanchonete já!” Não pude deixar de ir.

Fui, conversamos bastante como sempre. Mas dessa vez, ela disse que mais uma regra que eu não conhecia é que ela não tinha relacionamentos sérios, não queria ser namorada de ninguém. E eu concordei, fiz de conta que não ligava. Não queria perder ela e dizendo que queria algo mais sério com ela, com certeza eu a assustaria.

O que importa pra mim é que estamos juntos. O tempo passou, um ano para ser mais claro e eu estou feliz como nunca. Porque no fim não importa quanto você tem, o que você tem, por quanto tempo tem, não importam títulos ou convenções sociais. O que importa é quem você tem, e a felicidade que essa pessoa te traz.

Segunda Versão. –  Helena.

Nunca fui normal. Seja lá o que for normal para você, eu não sou. Não me levo muito a sério, não tenho medo de dizer o que quero, o que sinto ou penso. Gosto de liberdade. Eu ouso, eu sou, e acredito no improvável. Não deixo ninguém dizer que não sou capaz de alguma coisa. Minha vida é rica de vida.

Não procurava ninguém para me envolver, eu queria apenas uma companhia para um lanche. Era só mais uma segunda-feira. Acordei cedo, liguei Beatles no máximo, tomei banho, comi, escovei os dentes, me vesti, joguei um pouquinho de maquiagem no rosto e prendi o cabelo num rabo-de-cavalo alto.

Fui para a faculdade, almocei, fui trabalhar e voltei pra casa. Minha amiga já tinha me ligado umas dez vezes me chamando para um bar com um pessoal. Mas era segunda, e eu não tava a fim de conhecer mais um pretendente que provavelmente ela arrumou junto com namorado dela. Dei qualquer desculpa e antes mesmo de ir pra casa passei na frente daquela lanchonete. Eu passava ali todo dia e nunca entrava.

Por várias vezes via esse cara. Sempre tão sozinho, com um fone no ouvido e comendo sozinho. Eu estava com fome, resolvi entrar. Comprei meu lanche olhei para todas as minhas opções, um cara no canto com cara de poucos amigos e lá estava Lucas, sozinho, com seu fone como sempre, comendo distraída e mecanicamente.

Ele olhou pra mim, e eu sorri mas ele desviou o olhar antes que visse. Decidi que sentaria ali com ele. Sentei, e esperei ele dizer qualquer coisa, mas ao contrário disso ele ficou me olhando com um espanto estampado no olhar, como quem esperava ao menos uma apresentação. Eu estava me divertindo, esperei ele tomar alguma atitude. Queria ver quanto tempo ia durar esse impasse. Para minha surpresa, ele logo falou.

– Oi?
– Oi.

(Ele continuou com cara de espanto, mas eu sorri. Logo ele continuou…)

– Desculpa, mas, a gente se conhece?
– Ainda não. Meu nome é Helena e eu gosto de catchup e Beatles.

(Ele sorriu, um sorriso bobo, de quem gosta do que ouve. E eu sorri também, ele ficava fofo assim).
– Bom, eu sou Lucas. Eu gosto de sorvete de flocos, Beatles e Belle & sebastian.

(Dei uma gargalhada. Agora eu descobri que ele também era divertido, além de fofo. Me parecia uma boa companhia).

Conversamos bastante, ri como não fazia faz tempo de coisas bobas e cotidianas. A garçonete gorducha e com uma cara hilária, chegou na nossa mesa e soltou um: “O casalzinho pode arrumar outro lugar? Estamos fechando”. Olhamos um para o outro e soltamos uma risada sincronizada, o que irritou a garçonete. Fomos expulsos da lanchonete. Mal percebi o tempo passar, já era madrugada! Eu tinha que acordar muito cedo no outro dia, mas, não ia me fazer mal um pouco mais de conversa.

Sentamos no chão, na frente da lanchonete e ficamos por mais um tempo. Falamos de coisas aleatórias, coisas da minha vida, da vida dele, coisas que nós gostamos. Não falamos sobre nada que não gostamos. Eu poderia ficar ali conversando com ele até o outro dia. Mas tinha mesmo que ir. Já eram duas e meia da manhã, me despedi e ele veio num tom de resmungo perguntar:

– Como te encontro?
– Outro dia sento na sua mesa de novo. Dessa vez vai parecer normal, né? Porque já nos conhecemos.
– É, o que fazemos pra resolver isso?
– Já sei, o normal seria se eu fizesse isso, sentasse na sua mesa de novo. Daqui a pouco seria rotineiro. Me dá o seu celular.

Ele me disse um número de celular, e na verdade eu queria o aparelho. Disse a ele, ele me deu. Tirei uma foto minha e salvei meu celular, coisa que eu nunca faço porque é exatamente o que qualquer garota faria. Eu nunca dou meu celular, nunca. Mas eu vi que se eu desse meu telefone era exatamente fugir do comum. Me contradizer era uma das regras principais.

Eis que ele teve uma ideia digna de mim. Eu não sei como ele pensou nisso e eu não. Ele me disse para ficar com o aparelho dele e dar o meu para ele. Eu percebi que o que ele queria era me reencontrar novamente e rápido, mas era exatamente o que eu queria também, então concordei. Nos despedimos, dobrei a rua e estava em casa.

Terça-feira, tudo como sempre. Faculdade, trabalho, sono… Ligaram várias vezes para o celular dele de um mesmo número, eu não ia atender mas depois de tanta insistência pensei que podia ser algo sério. Atendi. Era uma mulher, pensei que ele podia ter namorada. Mas ela se identificou, disse que era irmã dele que queria saber se ele já tinha se programado pra o final de semana na praia, se não me engano era aniversário de casamento dos pais deles. Anotei o recado para o próximo encontro casual.

Fui até a lanchonete na esperança de encontrar ele, mas não achei. Devo ter chegado cedo ou tarde demais. Fui pra casa. Não liguei, queria encontrar com ele por acaso, e se eu ligasse ia parecer que eu estava correndo atrás.

Quarta-feira, o mesmo de sempre, despertador infernal seguido de Beatles a toda altura, faculdade, e hora do almoço. Impulsiva como sou, tive uma ideia e já fui transformar ela em ação. Liguei para a irmã dele e perguntei onde era o trabalho dele, que apesar de ser uma velha amiga eu nunca tinha ido no trabalho dele, o que fazia até sentido. Fui até um parque, pedi para tirarem uma foto minha com lanche e sorvete que comprei para nós dois. Fui numa máquina daquelas de revelar a foto na hora e mandei entregar a foto no trabalho dele.

Manobra arriscada, mas com sorte ele estaria no parque em uns 15 minutos. Ele apareceu! Todo sorridente, ele tem um sorriso que podia iluminar toda a cidade. Entreguei o celular:

– Acho que o sorvete não vai aguentar muito tempo! Hahahaha.
– Então aceleremos o processo.

Ele me deu o meu celular nós nos demos os recados e eu contei como tinha descoberto onde ele trabalhava. Ele falou um pouco sobre a irmã, os pais, a infância, e coisas aleatórias como sempre. Quis dançar, não pensei duas vezes, peguei meu celular e no meio da pista de corrida dançamos uma bossa. Era bom ter alguém que me acompanhasse desse jeito.

Comemos, tomamos o sorvete derretido e cantamos Beatles em alto e bom som, para quem quisesse ouvir e mandar que nós calássemos a boca. E aí, infelizmente chegou a hora de irmos. Eu já estava atrasada para o trabalho. Nos despedimos, e ele me roubou um beijo. E foi diferente, com ele eu não precisava fazer de conta. Passei o resto do dia pensando nesse beijo.

Quinta-feira, acordei com uma mensagem dele. Era uma foto dele com cara de sono, mas com aquele sorriso lindo e um catchup na mão, me desejando um bom dia e “muito catchup”. Não respondi, me perguntava se as coisas estavam indo além do limite que eu sempre coloquei.

Indo pra casa achei no meu carro o cd de Belle & Sebastian, coloquei para tocar. Lógico, só lembrei dele. Resolvi que era a hora de mandar uma mensagem. Era uma foto minha, com meu cd de Belle & Sebastian e embaixo dizia: “Boa noite! Tô cantando ‘Get me away from here, I’m dying’… Não podia deixar de lembrar de você”. Que se danem meus limites!

Sexta-feira, acordei feliz com uma mensagem que me estampou o maior dos meus sorrisos. Ele me mandou uma música linda, não conhecia o cantor. Passei o dia todo ouvindo a música. Eu respondi dizendo: “música linda!” Já eram 22h de uma sexta, eu ia sair, já estava pronta. As meninas iam passar aqui em casa em meia hora. Mas eu só tinha vontade de falar com Lucas. Resolvi arriscar uma mensagem, por mais que eu soubesse que qualquer pessoa com uma vida social, teria algo para fazer. Mandei uma foto com um post-it colado na minha testa escrito: “Lanchonete já”!

Não esperava que ele fosse, pra todo caso, tinha bastante gente lá, eu podia sentar na mesa de outra pessoa. Mas, não precisei, ele apareceu. Eu percebi que o que eu sentia estava aumentando, e ficando perigoso. Conversamos bastante, como sempre. Mas resolvi contar mais uma regra minha: a regra que eu não tinha relacionamentos sérios, não queria ser namorada de ninguém. Ele concordou, não sei por que, pela primeira vez queria que alguém tivesse dito que isso de “regras”é um absurdo.

Ele não disse, mas tem horas que as ações mostram muitas coisas além das palavras. Agora faz um ao e dois meses desde o primeiro encontro na lanchonete. Não precisamos denominar o que sentimos, determinar que tipo de relacionamento temos. Não me importaria de ser um rolo, namorada, esposa ou qualquer coisa. O que importa mesmo é que ele esteja sempre comigo. O bom da vida é ser feliz, e melhor ainda é se você encontra alguém que é feliz por estar com você, e vice-versa.

27
mar
10

Reticências Transmutada em Interrogação

angels1

Ah o Amor, tão complicado,
E às vezes. tão simples,
Sabe, dizem que é sentimento mais belo do mundo,
O único capaz,
De conquistar almas de soldados e vagabundos,
De nascer e morrer em apenas um segundo,
Aquilo que quanto mais se prolonga,
Mais parece ser profundo.

É o Amor em si, de todas as formas,
Em todas as suas facetas.

Tem a improvável sagacidade,
De estar presente nos bons momentos,
E nos ruins,
Apenas, porque ele é assim.

Os melhores momentos da sua vida,
Serão tragados pelo amor,
As lágrimas mais dolorosas…
Provirão do amor,
E assim por diante.

É, ele tem o poder de trazer a felicidade,
Só que, também tem o poder de tirá-la,
E mais além, tem o poder de gerar infelicidade,
OU a tristeza mascaradamente produzida…
É assim com todos os humanos,
Não só comigo, você, e a moça da esquina.

Simplesmente, porque ele faz dessas coisas.

Gostaria muito de acreditar,
Nas palavras que vivo dizendo,
‘O Amor não é justo’,
Mas ele é….
Na verdade se existe algo imparcial,
É o tall do Amor,
Já que ele nunca vai ser uma coisa banal.

Definições simplórias não vão servir,
Chamo-o de monstro, apenas por brincadeira,
Pois sei que, se o Amor fere é porque tem que ferir, e pronto!

O Amor nada mais é,
Que a burguesia da paixão,
A voracidade do coração,
A reticencia que nasceu em interrogação…
E mais infnitas dessas complicações.

Não pense que eu não o quero pra mim,
Longe disso, já abri meu peito,
Para que ele se instalasse de seu próprio jeito,
Só, não acho ele essas coisas todas que dizem por aí.

Não é o sentimento mais bonito,
E tenho dito,
Ele vai te consumir,
Mais cedo ou mais tarde,
Pois somos humanos não porque temos essa genetica,
Ou porque podemos pensar, mas porque podemos amar,
É assim e acabou.
Sem ponto final, só interrogação,
Já que estamos falando de amor.

Bruno Tôp

26
mar
10

Se eu pudesse voltar no tempo.

 
Hoje acordei com uma mensagem no meu celular de um número que eu não conhecia. A mensagem dizia: “vá checar a caixa de entrada do seu email”. Quando eu deixaria uma mensagem dessa passar batido? Nunca! Não preciso dizer que levantei no mesmo momento e fui ligar o computador. A essa altura do campeonato, eu não ia conseguir mais dormir, com a curiosidade me corroendo.

Entrei no meu email e encontrei umas mensagens de propaganda, umas mensagens de uns sites, poucas de pessoas mesmo. Comecei olhando os “assuntos” de umas mensagens de umas amigas, até que no meio achei uma de um “ex-qualquer-coisa” com o título: “Leia, é importante”que provavelmente era vírus ou alguma corrente. Como a minha curiosidade é maior do que o medo de pegar um vírus, eu abri.

Para a minha surpresa, não era vírus. Quando vi que a mensagem já começava direcionada a mim, meu coração acelerou. Ai! Era o que me faltava… “Andou reclamando de falta de emoção na sua vida, está aí! Agora pare de reclamar, Alice”! Pensei. Comecei a ler, sem entender direito do que se tratava:

“Alice, sonhei contigo de ontem pra hoje. E foi engraçado, foi com voltar no tempo! Foi no dia que eu roubei o nosso primeiro beijo. Eu sei, você deve estar pensando que isso já faz muito tempo, eu pensei a mesma coisa quando acordei. Mas depois andei pensando cinco anos não são nada perto de uma vida toda.”

Eu já começava a entender onde ele queria chegar. Não podia ser, era muita pretensão minha achar que depois de tanto tempo… Não… Voltei a ler.

“Esse sonho foi aquele tipo de sonho que você não quer nunca acordar. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria para aquele momento do nosso primeiro beijo. Eu voltaria e a partir dali faria tudo diferente. Faria tudo pra dar certo, nunca iria te perder.”

Hahaha, engraçado como a ficha demorou pra cair… Cinco anos! São cinco anos, não são cinco meses, são ANOS. Me irritei, fui buscar uma água na cozinha. Lá olhei pela janela as primeiras pessoas passando na rua e comecei a lembrar de tudo que tinha acontecido, resolvi voltar pra ver o que mais ele tinha escrito.

“Eu imagino que você não está entendendo nada. Eu explico, ontem eu estava passando na frente da sua casa como sempre para ir pro trabalho, só que dessa vez eu te vi entrando num carro. Linda como nunca, tão mulher… Fiquei com isso na cabeça e no coração o resto do dia, muitas lembranças invadiram minha mente.”

Lembranças? Faz-me rir, lembranças do tipo quando você me trocou por uma viagem pra Porto Seguro? Só porque eu ainda era muito nova pra ir, e você queria aproveitar sua juventude com seus amigos. Aproveite agora a sua juventude, enquanto eu, hahaha… Eu ando sabendo aproveitar muito bem a minha.

“Já não posso mais te ligar no meio da noite pra dizer que sinto saudades. Já não posso mais sentir sua respiração perto de mim. Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente. Seria mais atencioso, mais carinhoso, diria mais o quanto você é linda e especial e aproveitaria cada segundo ao seu lado. Agora, não tenho mais o que fazer a não ser pensar em você, lembrar os nossos momentos. Sentir a sua ausência e desejar a sua presença. É agora que eu vejo quanto tempo perdi. Se eu pudesse voltar no tempo, congelaria o seu sorriso, o seu abraço, o seu cheiro, o seu beijo, o seu carinho e toda a vida que pulsa, vibra, bate e transborda de você. Se eu pudesse, eu voltaria no tempo.”

Pois é, mas você tem a consciência de que não pode voltar no tempo e falar tudo que não falou, ou apagar tudo que já falou. E é assim que é a vida, não vá se arrepender, arrependimento é mais tempo perdido. Vá viver e lutar pra recuperar o tempo que perdeu, e não fique aí só se lamentando. Lamentos e arrependimento não te trazem nada de volta.

“A minha ideia não é bagunçar a sua vida, imagino que tenha outra pessoa agora. Aliás, nem vou mentir, me disseram que você tem. Só queria que você pensasse nisso, eu não posso te prometer muita coisa… Eu só queria que você soubesse disso tudo. Que eu sinto saudade, que eu queria voltar, que eu nunca achei alguém como você. Pense bem, com o coração.

‘Cara, eu gosto tanto dela e não sabia
Pois é, e quando não se espera é que acontece o amor
É lua que aparece de repente
Cara, já não me importa o que as pessoas pensam disso…
Mas porque que a gente é assim?
Só dá valor ao que perde entra as mãos
Sentimento escondido em mim
Tomara que dê tempo de voltar atrás, eu descobri o amor agora…’ ”

Pensar com o coração? Quando eu era nova demais pra você e você queria curtir a vida, você pensou com o que? Com o pinto? Me poupe! É nessas horas que a gente tem certeza, o ser humano é um bicho muito do complicado: só dá valor quando perde. “But it might be a second too late”, agora não dá mais, chegou a minha hora de curtir a vida, sem você.

Não tem Jorge Vercilo que te salve, o tempo não volta, os sentimentos também não. Sinto, mas nada posso fazer por você. Falei com a tela do meu computador por alguns minutos ainda e apaguei a mensagem. Existem pessoas que não valem um ‘remember’, existem pessoas que nunca vão mudar. E eu aprendi da pior maneira que eles vão dizer tudo que nós queremos ouvir, só pra nos levar onde eles querem. Eu sei ser boazinha, mas sei mais ainda ser cabeça-dura e chata.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria voltado para o nosso primeiro beijo. Eu mudaria tudo a partir dele, eu teria dito que não valia a pena, que eu não ia me arrepender, mas ele sim. E não ia se arrepender de ter ficado comigo, mas sim de ter sido incompetente e me deixado escapar logo depois. Infelizmente eu também não posso voltar no tempo, mas posso dizer que já prevejo o que vem depois e é o que eu não quero. Não quero lá na frente parar e dizer: “Se eu pudesse voltar no tempo teria apagado aquele email, e seguido minha vida…”

25
mar
10

tampa da panela

comose

Não sei porque decidi fazer isso, só deu vontade, como quando eu resolvi que era uma boa hora para te dar um arranjo de rosas vermelhas, um ursinho de pelúcia e um poema. Eu sou assim, impulsivo por ser, comodista por não ser, são poucas as coisas, ou pessoas, que me fazem me mexer para criar uma mudança na rotina… Bem, bem, você é uma delas, e talvez a mais forte. O engraçado é que sempre tenho medo dessas mudanças parecerem piegas demais, grudentas demais, idiotas demais… Só que o amor é idiota por si só, e acho que é por isso que te amo, pois por ti, sou um idiota convicto, como nunca fui, nem quis ser.

Nossos gostos não são opostos, mas não se parecem em quase nada. Lembro ainda da nossa conversa sobre isso, enquanto tentavámos perceber uma semelhança entre nossos gostos, entre nossas opiniões, e nada batia, além do culinário, que cá entre nós, não é tão parecido assim. Logo, eu não fui atraído pelo seu jeito de ser, e vice-versa. Também posso confessar que você não é a mulher mais linda que já vi, embora lhe ache linda, não vou mentir ao ponto de dizer que você é perfeita, ao mesmo tempo que sei que eu não sou um cara tão atraente assim quando falamos de beleza. Então, também concluimos que a força capaz de nos unir também não foi a atração física por si só… Eu diria que foi destino. Esse que falam ai nos contos de fadas, novelas, filmes, obras literárias e afins.

Se fosse mais tolo, afirmaria com todas as forças que isso então é o tal do amor, mas eu não tenho coragem para tanto. Eu acredito nisso sabe? Acredito que é amor, mas eu não gosto de ficar jogando isso pros quatro ventos, eu já quis não acreditar no amor. Só que você apareceu e confundiu tudo isso… Por isso te chamava de bruxinha, pois só pode ter sido um feitiço, e um dos muitos fortes, para mexer nas estruturas, que eu tinha fortificado tão bem, do meu coração. É você me derreteu, sem perceber, e sem eu sentir, só derreteu, como um sol é capaz de fazer com uma montanha de gelo.

Me divirto muito com sua brabeza quando está com sono, é um bico tão grande, uma falta sutileza enorme, e mesmo assim eu acho lindo. Sinto o mundo girar mais divagar, sinto o coração inflar como se tudo que eu precisasse estivesse ali sabe?

E por ai vai, às vezes lá estou eu, na sala, numa rede, em qualquer lugar, e me distraio, meio que momentaneamente e meus pensamentos voam até ti, até esse teu sorriso torto e simétrico, até seu narizinho perfeito, até seus olhos de chocolate cafeinado. Se não consigo interromper essa distração, continuo a divagar e sinto aquele cheirinho do seu pescoço, o gosto das suas mordidas… Essas coisas que só apaixonados sentem, e que quando sentem, começam a sorrir feito bobos que são.

Cada vez que estou aninhado a você, me sinto tão completo, adoro ficar olhando pra você, só por olhar, porque já me sinto completo ali. Gostaria de poder te equalizar, numa música linda, só para poder te gravar em mim, mas não tenho habilidade pra tanto.

Claro, quando estamos brigados, sinto aquela raiva me corroer, justamente porque tenho uma enorme averssão a seu orgulho idiota, a certas infatilidades e faltas de carinho, só que isso passa de uma forma tão simples, que depois tento me penalizar por isso, se eu visualizar teu sorriso, toda a raiva, ou grande parte dela se dissipa… Chega a ser ridiculo, tento ser forte, mas perante ao amor, os mais fracos é que são os sábios, pois o amor só machuca quem tenta ser superior ao sentimento.

Acho linda cada demonstração de afeto que você me dá. Não porque sou grudento, ou piegas demais, apenas porque sei que esses momentos são raros, e por serem assim, tenho que guardá-los bem no meu peito, para sempre sentir o corpo todo transbordar de alegria quando relembrar deles.

Às vezes odeio o poder que você tem sobre mim, de me impedir de ficar mal, ou algo do tipo. Eu sei que é pro meu próprio bem, mas sinto que deveria ficar triste às vezes como qualquer outro. Sinto-me tão vulnerável que da vontade de fugir, mas aí lembro que não posso fugir do seu sorriso, ele tá aqui no meu coração.

Eu poderia afirmar aqui, que adoro como você é, mas não eu não adoro. Eu te amo do jeito que você é, não que eu goste de tudo, é como sempre digo, você tem defeitos e virtudes, e eu amo cada uma delas, porque simplesmente são você.

Os opostos não se atraem, mas os diferentes se encaixam. É o que aconcete conosco, até fico rindo quando penso que somos iguais em apenas uma coisa, a vontade de ficarmos juntos, por um sentimento tão louco.

E o que mais me intriga, é que nenhuma outra, das inumeras que já passaram pela minha vida, conseguiu fazer tudo de um jeito tão… Completo. Pois você não foi perfeita, teve vários erros, mas que a longo prazo se converteram em acertos pro relacionamento, até parece que você tinha um manual de intruções de como fazer. Ainda acho que você o tem e não admite.

Pode parecer duro de dizer isso, mas não existe nenhuma vantagem no nosso namoro. E poderia enumerar tais desvantagens, mas não vou, porque elas são insignificantes, já que estamos juntos. Estamos juntos pelo sentimento, e nada além disso, não é porque você é a mais linda, eu sou o mais inteligente, você é a mais rica, eu sou o mais atraente… Não, é só que você é a tampa da minha panela, uma tampa estranha que fez minha vida voltar a andar, a ter sentido, a sair de uma hibernação um tanto quanto incomoda.

Me alegra perceber que te encontrei. Principalmente quando entramos numa sincronia tão pura, que começamos a imaginar um futuro, o nosso futuro. Sabe eu antes não conseguia ver um futuro, mas com você, hoje em dia, me divirto imaginando um futuro, tendo um lar… Pode ser besteira demais, mas é como me sinto, como se meu lar estivesse ali, no seu colo. E aquilo que quero pra sempre.

Mesmo eu tendo essa alma meio torta, você me quis, e eu agradeço sempre que posso ao bom Deus, por te ter colocado na minha vida. E mais, por ter feito te dizer que valeria a pena. Não que eu seja ingenuo o bastante para afirmar que ficaremos juntos pra sempre, não, não é isso. É que, você será inesquecivel, desde já, pois me ensinou muito mais do que aparenta ter ensinado, me completou como ninguém jamais havia feito, me fez crescer como não deve perceber que fez. É eu espero te amar pra sempre, e cada vez mais, pois és minha bonequinha de dengo, e aquilo que quero pra vida toda.

E toda vez que te vejo, eu sinto que me apaixono novamente sabe? É engraçado e tosco, mas sinto como se tu já soubesse que tem que me cativar de novo, enfeitiçar o coração de novo, como só você sabe fazer

Obrigado por tudo que já passamos, pelo que estamos passando e pelo que virá. Pelas coisas boas e ruins, pelas lágrimas e sorrisos, abraços e gritos, beijos e mordidas… Nosso tempo será só nosso, ninguém registrará o que está ali, porque eu te amo, do jeito que você é.

PS: eu sei que estas agora, morrendo de vergonha, e com um sorriso besta, e daria tudo pra ver isso. HEHE :B

23
mar
10

Things I know about you.

 

Não me interrompa, espere eu dizer tudo. “Nós” poderia ter sido realmente incrível, se fosse real. E agora, eu não posso agir como se não me importasse com isso. Eu sei que eu dizer tudo isso não muda nada, são apenas pensamentos soltos. Talvez eu não devesse falar assim, talvez eu nem devesse falar, mas aqui vão coisas que talvez você nem saiba sobre você mesmo:

Amo seu gosto musical, que é tão parecido com o meu. E também seu sorrisinho de lado, meio distraído. Detesto seu jeito de me fazer acreditar que tudo que diz é verdade. E muito mais quando você diz só o que eu quero ouvir.

Odeio como você consegue ser tão lindo, quando quer; quando você some, principalmente aos finais de semana; e o fato de você gostar de mim e amar todas as outras. Odeio quando você não liga.

É lindo o jeito que arruma seu cabelo, quando eu desarrumo. É gostoso quando a sua mão está na minha, ou o seu abraço esmagador e inesperado. É triste quando você faz de conta que tem boas intenções, isso dificulta minha vida. Me magoa a maneira como você me fez acreditar que eu precisava de você.

Me irrita o fato de você acreditar tanto que é alguma coisa que preste, que faz com que os outros também acreditem. Ou quando alguém vem me contar do seu paradeiro. E mais ainda quando eu te vejo com alguém.

Me sinto idiota por ter acreditado que isso tudo podia ter dado em alguma coisa de verdade. E também por não ter ouvido as pessoas quando me diziam quem você é. Ou até por gostar tanto daquele CD que você gravou pra mim.

Me torna patética não conseguir apagar nenhuma das suas mensagens, nem as de meses atrás; eu ter aguentado tanto tempo o fato de ser sempre você, você e você. E de que quem está ao seu lado se tornar um mero adorno, um rostinho bonito pra te acompanhar por aí.

São imbecis, estúpidos e desnecessários seus jogos. E a sua insegurança mascarada pelo seu jeito metido. O jeito que me faz rir, e o jeito que me faz chorar. Logicamente, o seu jeito imbecil de ser.

Me encantam os seus olhos, o seu carinho, o seu perfume e a sua pele. Me encanta mais ainda a pessoa que pensei que você fosse. Me diverte sua auto-confiança forjada, e o seu jeito de cantar músicas estranhas e antigas que eu também conheço. E mais ainda seu jeito de tentar ultrapassar os limites. Adoro seu jeito meio estranho de andar e o seu charme.

Me dói ver que você não tem coração, que você não sabe gostar de ninguém e que você só usa as pessoas. Você age como um tapado quando fica atrás de mim, pedindo pra voltar. E mais ainda quando consegue, e vai ficando desleixado… faz tudo errado.

Não acredito que caí no clichê de gostar de você. Você me rendeu muitos sorrisos em dias ruins, e muita tensão em dias que poderiam ter sido bons. Me faz ter pena quando penso em muitas garotas que ainda vão se enganar com isso tudo.

Não sei quem é você, de verdade. Não sei o que você quer, nem nunca soube. Não sei o que existe aí por dentro de você, se existe um coração. Mas não tenho mais tempo, nem paciência para descobrir.

Eu sei que é só a sua alma, mas será mesmo que você não consegue contê-la? Desejo que seja muito feliz, com quem quiser ou com o que quer que seja você. E por incrível que pareça, eu vou pedir: Não me procure mais, faça de conta que eu nunca existi. Facilite as coisas pra você, e pra mim.

Gosto do fato de agora saber que você não é nada do que eu pensei que fosse. E me deixa feliz saber que estou livre disso, livre pra amar alguém que se mostre de verdade, que tenha um coração.

21
mar
10

25 caracteristicas de um homem apaixonado.

amorcusta

Eu tava lendo o post de Alice, sobre 100 coisas que ela mais gosta no mundo, e decidir fazer algo parecido, pra ajudar vocês mulheres.
Aqui vão 25 caracteristicas de um homem apaixonado.

1 – Deixa de ir ao jogo de futebol, porque domingo o dia é DELA.

2 – Se desloca para o fim do mundo mesmo sabendo que só vai vê-la por miseros 5 minutinhos.

3 – Chamá-la para assistir um filme porcaria. (isso inclui Alvin e Os Esquilos 2)

4 – Não reclama de pagar as contas, pelo contrário até se oferece para fazê-lo

5 – Não reclama de assistir novela, por ironia acaba se apegando e acompanhando a história tanto quanto a patroa

6 – Quando não se importa de passar o dia com a sua mãe, ou suas amigas, fica lá no seu canto, só tentando te roubar beijinhos.

7 – Começar a frequentar os lugares que ela frequenta e sempre dá um jeito de estar por perto dela, mesmo fingindo que tudo não passa de acaso.

8 – Deixar de se irritar profundamente com qualquer outro cara que demonstre qualquer tipo de coisa em relação a ela, quando ela garante que ele é SÓ AMIGO. (esse caso é muito raro de acontecer).

9 – Vive dando presentinhos, ou fazendo surpresas sem motivo.

10 – Perde o interesse, mesmo que momentaneamente, por outras mulheres.

11 – Quer conhecer melhor a família da moça.

12 – Muda sua rotina pra se adaptar mais a dela.

13 – Liga, manda mensagens sms, etc. pelo menos a cada 2 dias. (se ela deixar ele ser carinhoso, e não censurá-lo de pegajoso)

14 – Quando quatro das suas cinco melhores amigas, são anteriormente amigas delas!

15 – Fica com cara de bobo sempre meio que sorrindo enquanto está conversando com ela.

16 – Elimina da agenda telefonica todos os nomes que a namorada não gosta nem de citar.

17 – Consegue ir com a sogra num shopping para ajudar a escolher um sofá.

18 – Briga com os amigos quando eles dizem que ele virou um pateta.

19 – Acha que fazer poemas e mandar flores são as coisas mais legais do mundo.

20 – Não se importa que uma amiga dela fique por ali de vela.

21 – Passa a preferir muito mais uma sexta-feira agarradinho no edredon, com chocolate e carinho, do que numa balada com cerveja e os amigos.

22 – Quando anda, faz ela andar na frente dele ou entao ao lado segurando a mão (temos que proteger o que é nosso não é?)

23 – Põe a mão no colo dela quando esta dirigindo, e tenta roubar um carinho ou um dengo quando semaforo fecha.

24 – Escuta o que ela tem a dizer. Mesmo quando está passando o jogo de futebol na TV.

25 – Cala a boca, quando ela diz que está com dor de cabeça, mesmo que estivesse falando algo sério.

Para entender o nível de amor segue o placar:

Se ele corresponde até 10 dessas afirmações: Ele gosta de você, mas ainda acredita que arranja coisa melhor.

Se faz entre 10 e 15: está pensando que você pode ser AQUELA mulher.

Se você consegue que ele faça entre 15 e 20: parabéns, ele está louco por você, e dispensou até suas reservas.

Como não existe nenhum homem que corresponde a mais de 20, não preciso dizer o que é né?