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amor à distância

dist
Eu odeio cursinhos de inglês, não, sério… Sou traumatizado, não só com os cursinhos de inglês, mas com relacionamentos à distância.

Lembro que quando conheci minha atual namorada e as amigas dela, eu alertei a uma delas (a L. da história do post “Sexo, Amor e Traição”) que estava mantendo um namoro à distancia que não tinha como isso dar certo. Ela disse que não que o caso dela era diferente, bem vocês já sabem como terminou.

A distância é algo que impede que o relacionamento dê certo ao meu ver… Por experiência própria posso dizer minha opinião sobre relacionamentos à distância, acho que não tem como dar certo, pelo menos comigo não deu.

Claro só se o tal relacionamento for um rolinho, um namorico, uma ficada, que tenha sentimentos, mas que não tenha responsabilidades, um amor de verão, inverno, ou de uma noite só, esses tem como dar certo sim, eu sei porque eu já tive um assim.

Primeiro vou falar do meu namoro sério que acabou de forma ‘trágica’, quando ela se mudou pra Feira de Santana na Bahia. Emy era da minha sala do CCSA, muito fofinha, lindinha, e meu tipo, fiquei encantado rapidamente… Apaixonado após poucas conversas, ela era perfeitinha demais, e quando finalmente começamos a namorar, tudo parecia perfeito, era minha primeira namorada sabe?

Só que com uma semana de namoro, eis que surge uma notícia horrível, ela ia se mudar pra Feira de Santana na Bahia, e não podíamos fazer nada pra mudar isso, eu tinha 15 anos, ela 14… Dependíamos muito dos nossos pais pra poder contestar um acontecimento dessa magnitude, até hoje eu lembro que ela faltou o inglês durante uma semana, e na sexta (nossas aulas era terça e quinta), eu fui à casa dela preocupado (eu sabia que ela estava bem, porque a irmã dela, minha cunhada me assegurou isso). Quando eu cheguei lá e a olhei nos olhos, ela começou a chorar e me deu a notícia. Eu não sabia o que dizer, o que fazer… Eu estava apaixonado, mas não podia fazer nada. Então ela conseguiu dizer entre soluços:

-E agora?

Eu olhei nos olhos dela e disse com um sorriso totalmente idiota que não combinava com a situação:

-Está tudo bem. Nós continuaremos do mesmo jeito, se você quiser claro…

Ela concordou e pronto, nós passamos 3 meses com um namoro com uma validade, em dezembro ela se mudou, conseguimos manter por 3 semanas, mas no fim, chegamos num consenso que nunca ia dar certo, a família dela era de Natal, ela não ia ficar voltando pra Recife mesmo…
Enfim. Não deu certo.

O outro relacionamento, era uma amiga da minha prima de Salvador, que eu via todo ano, mais ou menos na época do Carnaval, começou quando eu tinha 14 e ela 15, terminou quando eu tinha 16 e ela 17, pois ela estava namorando. Sempre que eu ia pra capital baiana a gente ficava, mais ou menos como a música de Jammil “Ouço agora aquela música velha, que você cantou um dia pra mim… Você foi para um país distante… E agora o seu cartão postal, sua foto na estante… Te vejo ano que vem no carnaval”

Qual a diferença dos dois relacionamentos? Porque um deu certo e outro não?

Simplesmente por causa da ‘responsabilidade’, eu nunca tive que correr atrás de Mari, e vice-versa, já com Emy não, a gente se crucificou por não poder estar perto…

Por isso ainda acho, que relacionamentos, relacionamentos SÉRIOS não dão certo com a distância, agora se for só uma aventura amorosa, nada melhor do que mantê-la a distância, é ótimo ter uma peguete em cada porto que você chegar…


4 Responses to “amor à distância”


  1. 7 de outubro de 2009 às 2:44 PM

    Já namorei a distância também. Além de ser caro é impossível ter tudo que um relacionamento pode dar. Não falo de sexo, mas de carinho, convivência, essas coisas.

    Concordo plenamente.

    Abraços! Ótimo post.

  2. 7 de outubro de 2009 às 3:18 PM

    Bruno

    com as escusas do comentário óbvio, é evidente que pode dar certo, pode não dar. Creio que depende das pessoas, de como elas compreendem relacionamentos – e o seu próprio, claro.

    Conheço gente – e você provavelmente também – que deu muito certo, mesmo com a distância. E gente que está firme, ainda hoje.

    Eu, infelizmente, faço parte do seu time. Digo “infelizmente” não por considerar essa característica um defeito, mas por ter certeza, passado o tempo, de que talvez tenha “perdido” pessoas que amei muito e intensamente. Mas não tive competência de “segurar a barra” da distância; preciso da “escolhida”, digamos assim, “por perto”.

    Abraço.


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