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O pedido.

Você nunca sabe quando vai acontecer, alumas vezes pode até imaginar… Mas nunca tem a certeza. Principalmente se você tem dezessete anos, nada mais, nada menos; dezessete. Você vai pra sua casa de praia, como faz todos os anos. Se diverte, pega aquele bronze, fica com a pele ressecada, o cabelo de palha, enfim… praia! Nessas viagens de férias, é bem provável que você tenha algum amor de praia.

Mas, todo mundo sabe que mais raro do que nunca ter tido um amor de praia é fazer um amor desses durar. É como diz a música do Jammil: “Eu sei, amor de praia não sobe serra. Que o verão passou, já era…”. Pois bem, no ano que fiz meus dezessete anos, encontrei mais um amor de praia. Como nós sabemos, um típico amor de verão dura pouco. Acho que por sabermos que ele tem prazo de validade curto, acabamos por vivê-lo bem intensamente.

Conheci Theo num show desses do Chiclete com Banana, que você não acredita muito que vai encontrar alguém pra um relacionamento que seja mais do que alguns beijos e “algunas cositas más”. E, nessa noite em especial, eu estava completamente sem nenhuma pretensão de encon trar alguém pra nada. Queria mesmo beber, dançar e me divertir “all night long”! Mas, estudos comprovam que quando saímos assim, atrás apenas de diversão, atraímos muito mais (mentira, nenhum estudo comprova, só a minha própria experiência!).

Theo além de lindo, sabe dançar, é muito fofo e naquela noite, tinha um sorriso especial no rosto. Não sei se era todo aquele clima de praia que me jogava pra cima dele, aquela brisinha gostosa, o céu estrelado com uma lua linda sorrindo pra mim… Resisti por duas vezes a ele, mas na terceira, caí, que não sou santa. Confesso que foi muito bom, tinha exatamente aquilo do “encaixe” que falei em um outro texto. Eu queria saber mais e mais dele, do que ele pen sava, o que fazia, e acho que a recíproca era verdadeira. Mas, não levei muito a sério, afinal, aquela história de amor de praia não subir serra era muito clara pra mim. Todos os anos era igual, com ele não ia ser diferente.

O sol ia tentando aparecer, enquanto eu usava toda a força dos meus pensamentos para mandar ele voltar pra onde estava, querendo que a noite não acabasse. Não adiantou muito, nunca tive tanta raiva de uma praia ensolarada! Theo pegou o número do meu celular, e nos despedimos. Passei o dia checando meu celular e nada. Bom, tinha que me conformar, era assim que ia ser, ele não ia ligar e eu já sabia. Mais tarde, resolvi checar meu Orkut, não sei como nem onde ele achou meu perfil! Mas estava lá, ele tinha me adicionado, tinha me achado no meio de tantas outras alices!

Mantemos contato, e pela primeira vez, meu amor de praia subiu a serra. Nem eu acreditava que estava dando tão certo. Theo era o tipo de cara perfeito pra mim, em pouco tempo estávamos namorando, e eu nem ligava pros sete anos de diferença entre nós. Só que acho que foi justamente isso que atrapalhou nosso relacionamento. Deu certo até o dia em que ele chegou na minha casa com flores, e uma caixinha, dizendo que queria casar comigo. Tudo bem, se você quiser, eu repito, ele disse: C-A-S-A-R comigo.

O que eu fiz? Exatamente o que qualquer garota da minha idade faria! Fugi dele… Na hora disse a ele que não ia dar certo, que nós queríamos coisas diferentes um do outro, que eu era muito nova pra pensar num relacionamento tão sério. Agora, o Theo, namorado perfeito, se tornava um cara meio sem-noção. Ele ainda tentou argumentar, insistiu por uns tempos, mas depois deixou pra lá.

Como que alguém vai querer pedir em casamento uma garota de dezessete anos? Eu sei que, talvez, algumas garotas dariam tudo para estar nessa situação. Sei que antigamente nessa idade, eu já estaria até meio “passada” pro casamento. Mas, gente… Nos dias de hoje, não, não dá! Acho que já ficou claro que não deu certo, acabamos nosso namoro ali mesmo. Lógico que fiquei com o coração na mão vendo toda aquela situação, mas não podia continuar com ele, não dá pra enganar um cara tão legal e com sentimentos tão bonitinhos.

Homens, vocês precisam saber se manter entre: o atencioso e o desligado. Sei que é difícil, mas é necessário saber se colocar no meio dos dois para conquistar uma mulher. A maioria de nós, mulheres, é como um bichinho meio assustado (já que não dá pra confiar em qualquer um), tem que ter jeito pra cativar (se é que você quer isso). Não é simplesmente chegar e dizer: “casa comigo?. Não pode mostrar muito interesse, que assusta. E não pode ser muito desinteressado, porque aí não vamos saber o que você quer, e porque é terrível um cara que não mostra nada de interesse né?

Então, por mais difícil que seja, tente não ser sem-noção ao ponto de pedir em casamento uma garota de dezessete anos em 2 meses de namoro, primeiro cative, e por favor, tenha tato pra deduzir se ela quer também algo mais sério. Não importa o quanto você está apaixonado, ou ama Fulana. E fuja da falta de interesse, de carinho e de afeto, porque isso, ninguém merece! Claro que tem mulher que gosta do “homem meloso”, ou do “homem-que-faz-de-conta-que-não-liga-pra-ela”. Apesar de cada caso ser um caso, a maioria das coisas em excesso pode fazer mal. O meio-termo é bem mais seguro, encontre-o no seu caso. Fica aqui o meu conselho-apelo.

Não vou chorar – Chiclete com banana:


8 Responses to “O pedido.”


  1. 4 de outubro de 2009 às 7:15 PM

    Apelo! aeuhauehuaheuaehuaheuaeh

  2. 2 Willian Z.
    4 de outubro de 2009 às 10:56 PM

    Nossa, parece que você realmente passou por cada tipo de apuros, hahah. E dos piores possíveis.

  3. 3 maribremecker
    5 de outubro de 2009 às 1:48 PM

    menineee…você tem história pra contar pros seus netinhos heim!

    táloko!

    http://maribremecker.wordpress.com/

  4. 4 Nataly
    5 de outubro de 2009 às 7:48 PM

    Haha, verdade, os homens tem que saber ficar no meio termo… Nada demais.. Tudo na proporção certa!!!

    • 5 de outubro de 2009 às 9:03 PM

      AUehuaheuaheua, adoro esses comentários de “proporções certas”.

      Nataly, as mulheres não devem nem falar muito, nem pouco. Nem ser muito engraçadas nem sérias demais. Nada de ficar contando da vida anterior ao momento que encontra o menino, mas também se deixar de falar pode parecer que esconde alguma coisa. Não pode ser muito carinhosa, mas também não pode ser fria. Não pode se apressar nas coisas, mas também não pode ser muito devagar. Não pode dar na cara que quer um amasso daqueles de estalar costela, mas num pode ser muito fria.

      Enfim, viu como é fácil ter que se adequar àquilo que os outros querem? Vocês mulheres são muito exigentes, até demais. Ficam procurando um cara que não assuste, que não apresse, que não, que não, que não. Acabam se casando com qualquer um, ou nem isso. Nós também perdemos com esse excesso de critérios, afinal precisamos de vocês.

      Eu sou do meu jeito, e quem quiser que se agrade. Se não tá bom… próxima!

      * é claro que o rapaz exagerou, mas acho eu que mais por Alice ter apenas 17 anos na época, do que por conta do momento. Existem situações que o coração fala mais alto. Quem sabe ele não tinha certeza do que queria? Concordo que a probabilidade de dar errado é muito maior quando se conhece menos, mas já conheci casos que tudo deu certo e só se conheciam por 6 meses.

      *se amor fosse razão, não seria amor, seria razão. (comentário que se aplica apenas aos casos menos extremos).

      abraços!

  5. 6 Loli
    6 de outubro de 2009 às 1:58 AM

    EHIOEHIOEHOIEHOIHEOIHOEIHEOIHEIOHIOE
    de amor de verao,
    pra ‘ate que a morte nos separe’
    realmente ele foi muito sem noção!
    pqpqp

  6. 7 Francke Peixoto
    6 de outubro de 2009 às 10:34 AM

    seu blog continua lindo e rico! 😉

    parabénes!

  7. 6 de outubro de 2009 às 9:39 PM

    agora eu sei porq tu é meio emo
    és uma pobre traumatizada
    HSUISHUIHSUIHIHSUIHSUIHSUIHSI
    brinks


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