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ago
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Por mais momentos ridículos…

Desbanquei minha fase de medo do ridículo. Agora? Desencanei geral! No começo do namoro fui jantar com meu namorado, dois amigos e suas respectivas namoradas. Eu já conhecia os meninos (que, por sinal, chegaram todos lá, inclusive os sem namorada), mas eu não conhecia as namoradas, nem elas se conheciam também.

O momento em si já assusta, porque se um cara te leva pra sair com os amigos, querendo ou não, significa que você está (mesmo que aos poucos) se tornando mais presente na vida dele. E o momento também é tenso pra ele, porque se ele gosta de você é natural que tenha medo que os amigos não gostem (é cientificamente comprovado que para os homens a opinião dos amigos influencia mais do que eles deixam a gente saber – a parte do cientificamente é mentira, mas pode acreditar!). Você falou alguma asneira, e agora?

Não importa se o amigo dele é o maior fã do Led Zeppelin e você entrou (sem saber do fanatismo) numa discussão de horas, afirmando que “Stairway to Heaven” não era do Led Zeppelin (que fique claro que é só um exemplo de discussão). Pelo menos você tomou alguma atitude. Se posicionou contra ou a favor de algo, mostrou que está viva!

Enquanto eu discutia com um deles sobre a autoria da música, a namorada dele -quando era consultada- só conseguia dizer: “É sim, amor. Foi composição do Jimmy Page e do Robert Plant sim…”. E a outra não fazia nada, soltava umas poucas perguntas, aquelas respostas de quem não quer se comprometer muito e só. Depois, eu que não entendo nada (ou quase nada) de futebol fui discutir com eles porque meu time não é o mesmo que a maioria deles. Até do brasileirão e da libertadores eu falei, com muito pouco conhecimento de causa.

O ponto é que, pior do que falar que a música do Led não é do Led (ou as maiores asneiras do mundo) é passar a noite de acompanhante-muda-morta-viva. Mostre quem você é, sua personalidade, e por quais motivos seu namorado se apaixonou por você. Afinal, se eles são amigos, os conjuntos do gosto dos amigos deve ter algum ponto de interseção com o dele. Uma coisa eu garanto, eles gostaram mais de mim, que falei besteiras a noite inteira (pelo menos sou uma pessoa transparente e permito que os outros me vejam), do que das outras que ficaram de lagartixas, concordando com tudo que os namorados diziam (como se não tivessem opinião própria e eles fossem um só – que ultrapassado!).

E foi nesse dia que eu passei a reparar o quanto as pessoas tem medo do ridículo. Se a situação do ridículo foi com estranhos, tudo bem porque talvez você nunca mais os veja. Nesse caso é pensar no seu cachorro, no trabalho da faculdade que você tem que fazer pra segunda-feira, na novela… E esperar a situação passar. Mas, e se for com os amigos do seu namorado? Bom, nesse caso, você pode fazer como eu e tirar sarro da situação. Esperei o aniversário dele e comprei o cd “Led Zeppelin IV” que claro tinha a música “Stairway to heaven”! Coloquei no bilhetinho: É, você tinha razão! Não sei se já tens esse, mas valeu a intenção e a lembrança do momento, né? Parabéns… E todo aquele blá blá blá que eu nem lembro mais. Acredite ou não, depois de tudo, o amigo fã do Led é hoje um dos meus melhores amigos e eu nem tenho mais namorado.

“Eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”(Luis Fernando Veríssimo). Quem não deve, não teme. Seja você, e se você não foi tão bem aceita como eu, que se danem! Você nem gosta do Led Zeppelin (tá, talvez você goste), nem tá em busca de outro melhor amigo. E é sempre bom ter um momento ridículo pra lembrar e rir muito depois. Então, sejamos mais livres e que venham mais momentos ridículos!


12 Responses to “Por mais momentos ridículos…”


  1. 1 Edes Noel de Amaral Jr.
    24 de agosto de 2009 às 6:52 PM

    hehe, muito engraçado esse texto!

    obrigado pela visita

    ainda não sei como aquele conto irá terminar… mas, quem sabe do futuro, não é mesmo?

    um abraço,

    Edes

  2. 2 jrodrigorodriguez
    24 de agosto de 2009 às 8:13 PM

    Gostei dos seus textos! Não sei se concordo com o Luis Fernando Veríssimo… A liberdade não é perder o medo do ridículo. A liberdade é ir domando o medo. Sem medo do ridículo, o mundo seria tomado de gente sem nenhuma noção!
    bj

  3. 3 dotenorio
    24 de agosto de 2009 às 10:29 PM

    Acho mesmo que o melhor é dizer o que pensa, sem impor sem medo de nada, afinal é a sua cara que está em jogo… Invariávelmente para se dar bem hoje em dia tem bater no e dizer eu sei, eu acredito, eu errei, eu posso e por ai vai, sem medo e acreditando em si!!

    http://tipoestranho.wordpress.com/

  4. 25 de agosto de 2009 às 3:00 AM

    Mais importante que demonstrar alguma coisa em qualquer assunto é gostar de Led Zeppelin. Aliás, acho Stairway To Heaven batida demais. Já deu o que deveria dar. Traveling Riverside Blues FTW!

    Mas voltando ao tópico do texto, medo do ridículo é ridículo. Todo mundo é anormal, logo, não há nada o que temer em expor as ideias. O problema é quando o que era pra ser um diálogo vira um monólogo…

  5. 5 Tota
    25 de agosto de 2009 às 12:04 PM

    Bah, vim só pra retribuir tua visita ao Floodgang, e acabei por ler um texto tri massa 🙂

    Concordo em gênero, número e grau. Com o perdão da palavra, como costumo dizer aos amigos, “mulher foda tem que ter culhão”. Não bolas, mas coragem mesmo de falar as coisas, ou de ser quem é. Seja qual for a maneira, existem bilhões de jeitos de ter “colhões”.

    Abração =D

  6. 6 marjoriebier
    26 de agosto de 2009 às 1:23 PM

    Eu me diviiiiirto!

  7. 7 marjoriebier
    26 de agosto de 2009 às 1:24 PM

    A propósito, obrigada pela visita dia desses…

    http://marjoriebier.wordpress.com/

  8. 26 de agosto de 2009 às 6:13 PM

    Muito bom!!! Concordo plenamente, afinal como é que as pessoas vão se conhecer se não falaram o que pensam. E outra, essa coisa que as pessoas têm de querer impressionar as outras e parecerem ser o que não são é a maior perda de tempo, afinal se você fingir ser outra pessoa para que gostem de você, as pessoas vão gostar de um personagem e não de quem você realmente é, e isso vai fazer de você uma farsa! Nessa caso, aliás, barzinho e amigos, a intenção é se divertir e não se eleger em alguma disputa eleitoral. Seja você mesmo, sincero e autêntico, certamente isso sim vai fazer as pessoas gostarem de você, ou não, mas isso não importa, o importante é ser você, como diz a Pitty, mesmo que seja bizarro ou ridículo, ou whatever, it really doesn’t matter… rsrsrs

  9. 9 Jp!
    27 de agosto de 2009 às 12:51 AM

    Com o perdão do vocabulário: Ligue o foda-se e seja feliz! Simples e funcional… 😉

  10. 10 mannuella
    27 de agosto de 2009 às 1:26 AM

    Oi, sem querer eu entrei e ainda deixei um comentário, rsrs.
    Legal este post. Concordo com você.

  11. 28 de agosto de 2009 às 1:27 AM

    Eu poderia dizer sobre esse assunto que… é bom ter uma namorada que FALE.

    Tem um tipo de charme que só se mostra através da inteligência. Esse é o mais importante para mim. Mulheres que falam, opinam, são estimulantes e grandes amigas.

    Então… não tem por que ser calada… Ser quem você é inclui expor aquilo que está na sua cabeça, e nisso vc é craque filhota!

    Abraços!

  12. 12 Louise
    31 de agosto de 2009 às 1:38 AM

    ameih essih posth hihi massiinha lili e toto xP


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